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Polícia reconstitui morte de PM que foi estrangulado e queimado pela ex-mulher em Uberlândia

Suspeita, que é ex-militar, confessou o crime e alegou que agiu em legítima defesa

Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7 MG

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ex-mulher mata cabo da PM 2
ex-mulher mata cabo da PM 2 Record Minas
Suspeita confessou crime aos colegas do ex-marido
Suspeita confessou crime aos colegas do ex-marido

Os detalhes de um crime cruel cometido em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, podem ser desvendados nesta quarta-feira (7). Policiais da Delegacia de Homicídios, acompanhados da autora do crime, participam da reconstituição da morte do cabo da PM Silas Bonifácio da Silva, de 45 anos, que foi estrangulado e queimado pela ex-mulher, Kellen Cristina do Carmo Alves, de 34 anos, que também é ex-policial militar.Segundo o delegado responsável pelo caso, Élder Carneiro, os trabalhos têm início às 15h.

O crime ocorreu na noite do dia 27 de julho e foi descoberto no dia seguinte, depois que o veículo da vítima, um Peugeot 206 Passion foi encontrado queimado perto da companhia onde ele trabalhava. Dentro do porta-malas do carro, foi localizado o corpo do PM, carbonizado e irreconhecível. Foram companheiros de trabalho de Silva que acharam o veículo. A reconstituição deverá acontecer neste local.


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Entenda o caso


Durante depoimento, Kellen afirmou que agiu em legítima defesa e ainda contou ao delegado que o crime ocorreu depois que Silas foi até a sua residência no sábado a noite para entregar um dos filhos do casal. Segundo a detida, depois de pegar criança, ela convidou o cabo a permanecer no imóvel, onde ele tomou vinho na companhia da ex-mulher e foi embora horas depois. No entanto, ainda conforme o relato dela, o cabo retornou à casa onde morava com a famlía antes da separação e convidou a ex para dar uma volta de carro. A ex-soldado aceitou o convite e o casal seguiu em direção à uma área afastada da cidade, perto do bairro Jardim Ipanema. Nesse local, conforme alegação de Kellen, o cabo teria tentado fazer sexo à força com ela, que achou um fio no chão, o enforcou e jogou o corpo dentro do porta-malas, onde encontrou um isqueiro e uma garrafa de álcool e resolveu queimar o veículo e o cadáver antes de fugir.

Depois de ser ouvida, a mulher foi autuada em flagrante e levada ao presídio Professor Jacy de Assis.


Ainda no distrito policial, o advogado de Kellen questionou o delegado o motivo pelo qual Silas guardava um garrafa de álcool e um isqueiro dentro do porta-malas do carro dele e chegou a dizer que, provavelmente, o cabo pretendia matar a sua cliente. Assim, a versão da presa e do seu defensor serão investigadas.

A separação

Kellen e Silas deram fim ao casamento de muitos anos há poucos meses e, de acordo com afirmações de parentes aos policiais que atenderam a ocorrência, o casal brigava muito em relação à divisão de bens de uma empresa que Kellen abriu há um ano, quando deixou a carreira militar para se dedicar aos negócios.

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