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Polícia utiliza luminol em nova perícia em apartamento onde idosos foram mortos em BH

Técnica utilizada pelos policiais pode revelar vestígios de sangue que não são visíveis a olho nu; reconstituição deve ser feita nesta semana

Minas Gerais|Lucas Eugênio, Stéphanie Lisboa e Ricardo Vasconcelos, da RECORD MINAS

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Técnica utilizada pelos policiais pode revelar vestígios de sangue que não são visíveis a olho nu
Técnica utilizada pelos policiais pode revelar vestígios de sangue que não são visíveis a olho nu Reprodução/RECORD MINAS

A Polícia Civil fez, na noite desta segunda-feira (06), uma nova etapa da perícia no apartamento onde um casal de idosos foi encontrado morto no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A equipe retornou ao imóvel para realizar novos procedimentos, entre eles a aplicação de luminol, técnica que pode revelar vestígios de sangue que não são visíveis a olho nu. Durante os trabalhos, os policiais identificaram a faca utilizada no crime. O utensílio foi recolhido e será submetido a um exame de DNA.

O caso é investigado como latrocínio, roubo seguido de morte. As vítimas são o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, no dia 30 de junho.

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A principal suspeita do crime, uma diarista de 30 anos, está presa preventivamente. Segundo a Polícia Civil, as investigações seguem em andamento e detalhes sobre os elementos de prova, a dinâmica do crime e demais circunstâncias só serão divulgados ao término do inquérito.

Além da nova perícia, a expectativa é de que, nos próximos dias, seja realizada a reconstituição do crime. A reprodução simulada dos fatos deverá auxiliar os investigadores a confrontar os elementos já reunidos durante a investigação, esclarecer a dinâmica da ação criminosa e preencher eventuais lacunas sobre a sequência dos acontecimentos dentro do apartamento.

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Relembre o caso

Na tarde do dia 30 de junho, um casal de idosos foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava no bairro São Pedro, região Centro-Sul de BH. De acordo com o boletim de ocorrência, Maria Clotilde, de 75 anos, foi encontrada na sala, com grande quantidade de sangue no sofá. Ela apresentava sete ferimentos distribuídos entre o rosto, queixo, pelve, garganta, tórax e pescoço.

Cláudio Atala Inácio, de 76, foi localizado sobre a cama, também com muito sangue, e tinha 17 lesões nas costas, pescoço e tórax. Conforme a perícia, ambos apresentavam sinais de defesa, o que indica que tentaram reagir às agressões. Nos corpos, foram constatadas em um primeiro momento 24 perfurações, mas em depoimento, a suspeita afirmou que desferiu pelo menos 40 golpes.

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Os peritos também constataram que uma gaveta onde eram guardadas semijóias estava arrombada. Além disso, os celulares do casal não foram encontrados.

Imagens de câmera de segurança flagraram a suspeita, Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, entrando no prédio com uma vestimenta e saindo usando peças de Maria Clotilde, de acordo com informações do sobrinho, Henrique Maciel.

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A mulher foi presa em um hotel na madrugada do dia 02 de julho, na cidade de Itabira, região Central de Minas Gerais. Ela estava acompanhada do filho de seis anos. A Polícia Civil de Minas Gerais segue investigando a possibilidade da mulher ter tido ajuda de mais uma pessoa para cometer o crime.

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