‘Trauma na família’, diz parente de casal encontrado morto dentro de apartamento em BH
Polícia investiga suspeita de roubo seguido de morte
Minas Gerais|Leandro Wagner, Stéphanie Lisboa, Luis Casoni da RECORD Minas e Isabella Guasti, do R7

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Familiares e amigos do casal de idosos que foi encontrado morto dentro de um apartamento no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte esperam por respostas após o crime que chocou a população nessa terça-feira (30). Henrique Maciel, parente das vítimas, descreve o caso como um “trauma na família”.
As vítimas foram localizadas pelo filho do casal após ele estranhar a falta de contato com os pais. “Meu tio não apareceu para trabalhar. Não deu notícias”, disse Henrique em entrevista.
“O pessoal entrou em contato com meu primo que trabalha no escritório. Ele veio ao apartamento e, ao adentrar ao imóvel, encontrou os pais já mortos”.
Henrique contou ainda que não havia sinal de arrombamento no apartamento. Segundo familiares das vítimas, uma das linhas de investigação apontadas pela polícia é a de latrocínio, que é o roubo seguido de morte.
“Estamos contando com a cooperação e o empenho da polícia do estado de Minas Gerais, a polícia civil e a polícia militar, para que a gente consiga ter uma solução e o desdobramento e descobrir quem causou esse esse trauma na nossa família”.
O crime
De acordo com o boletim de ocorrência, Maria Clotilde foi encontrada na sala, com grande quantidade de sangue no sofá. Ela apresentava sete ferimentos distribuídos entre o rosto, queixo, pelve, garganta, tórax e pescoço.
Cláudio Atala Inácio foi localizado sobre a cama, também com muito sangue, e tinha 17 lesões nas costas, pescoço e tórax. Conforme a perícia, ambos apresentavam sinais de defesa, o que indica que tentaram reagir às agressões.
Os peritos também constataram que uma gaveta onde eram guardadas semijoias estava arrombada. Além disso, os celulares do casal não foram encontrados.
Imagens de câmeras são peça-chave
As imagens do circuito interno do condomínio passaram a ser fundamentais para a investigação. Segundo a polícia, uma mulher entrou no prédio por volta das 7h30 de segunda-feira (29) e permaneceu no local até cerca das 15h30.
Os investigadores destacam que ela deixou o edifício usando roupas diferentes das que vestia na entrada. As câmeras mostram que ela entrou apenas com uma bolsa e saiu carregando a mesma bolsa e outras duas sacolas grandes.
Uma dessas sacolas foi reconhecida pelo filho das vítimas como sendo de Maria Clotilde, o que reforçou as suspeitas.
Quem é a suspeita?
A Polícia Civil procura uma mulher de 30 anos que, conforme relatos colhidos pela polícia, ela teria sido indicada por um familiar de Maria Clotilde para prestar serviços na casa.
Os militares foram até o endereço onde ela morava, mas ela não foi encontrada.
Uma tia da suspeita informou aos policiais que ela chegou em casa na noite de segunda-feira com uma mochila preta, afirmando que havia ganhado o objeto. Ainda segundo a testemunha, na manhã seguinte ela reuniu os pertences e disse que viajaria para o Espírito Santo, onde ficaria hospedada em um hotel.
Até o momento, a mulher não foi localizada para prestar esclarecimentos.
Velório
O velório de Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio está previsto para começar às 12h30 desta quarta-feira (1º), no Cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte.
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