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Policial atira em funcionário de partido que colocava cavaletes na região centro-sul de BH

Segundo testemunhas, investigador estava descontrolado e chutava material de campanha

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Confusão aconteceu na porta da Cemig
Confusão aconteceu na porta da Cemig

Um homem que carregava cavaletes de campanha política em uma caminhonete foi baleado por um policial civil no início da tarde desta quinta-feira (11) no bairro Santo Agostinho, na região centro-sul de Belo Horizonte.

A Polícia Militar identificou o suspeito como Emerson Antônio Montalvão, inspetor da Polícia Civil.Édipo Jonathan Dias, 26 anos, estava em uma caminhonete Dodge de cor branca, plotada com propaganda política, quando foi cercado pelo suspeito na avenida Barbacena, em frente à Cemig e a 400 metros da Assembleia Legislativa.


Ele contou aos policiais que o homem aparentava descontrole, chutava cavaletes da presidente Dilma Roussef (PT) e gritava que ninguém colocaria propaganda sem autorização.

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Armado com uma faca, o policial chutou a porta do veículo e tentou agredi-lo, mas Édidpo conseguiu evitar o golpe e desferiu um soco. Montalvão, então, sacou um revólver dentro da mochila e disparou na perna da vítima antes de fugir. O suspeito deixou cair um celular, o que ajudou a polícia a identificá-lo.Édipo Dias foi levado para o pronto-socorro do Hospital João 23 e não corre risco de morte.

A Polícia Civil não confirma a identidade do policial. Em nota, a corporação confirma o envolvimento de um policial no episódio e destaca que uma sindicância foi aberta para apurar as "agressões" e a conduta do agente. "O caso foi encaminhado à Polícia Federal, para onde vão as ocorrências de natureza eleitoral".

Em nota, a deputada Luiza Ferreira (PPS) lamentou o caso e lembrou que o funcionário da campanha colocava " cavaletes no canteiro central da avenida, em pleno cumprimento ao que estabelece a legislação eleitoral, quando foi abordado por um homem visivelmente alterado". A deputada pede "rigorosa apuração e a punição ao responsável por este ato de barbárie que atenta contra a vida e contra o direito universal à livre manifestação".

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