Prefeitura não atribui morte de grávida ao acidente com monitor em ambulância em MG
Segundo Secretaria de Saúde, a paciente já apresentava quadro de saúde grave antes de ser transferida
Minas Gerais|Maria Luiza Reis, Do R7

A Prefeitura de Sacramento, a 480 km de Belo Horizonte, informou que não é possível atribuir a morte da gestante Kamily Priscila Fernandes de Oliveira, de 20 anos, exclusivamente ao acidente ocorrido a caminho do hospital.
Segundo nota, movimentos bruscos da paciente fizeram com que o monitor cardíaco da ambulância caísse em cima de sua cabeça, mas seu estado de saúde já era delicado antes disso.
Em nota, divulgada nesta quarta-feira (18), o médico auditor da Secretaria Municipal de Saúde informa que a paciente deu entrada no hospital no dia 10 de janeiro com quadro de hipertensão e crises convulsivas. Diante da gravidade do caso da paciente, com risco de eclâmpsia grave complicada e síndrome Hellp parcial, foi solicitada a sua transferência para o Hospital da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em Uberaba, a 481 km da capital mineira.
A prefeitura esclareceu que um médico, uma enfermeira e duas técnicas de enfermagem acompanharam a paciente durante o percurso. Segundo versão da administração municipal, a agitação da paciente, combinada com uma manobra realizada pelo veículo, ocasionou a queda do monitor cardíaco, que estaria preso com velcro e rede. A equipe médica ainda teria tentado amortecer a queda do aparelho. Quando chegaram ao hospital, a paciente foi transferida aos cuidados da obstetrícia.
Em nota, o médico afirmou que “é um equívoco atribuir o trágico desfecho apenas ao lastimável acidente ocorrido e desconsiderar o quadro de base já extremamente grave. Até o presente momento, sem análises de exame de imagem e laboratoriais, não é possível avaliar até que ponto o acidente ocorrido durante o transporte teve influência no desfecho”.
De acordo com o médico Marcelo Sivieri, Kelly teria sido transportada em estado grave, com acometimento hepático e renal, sem consciência, com pressão arterial elevada, sem responder aos medicamentos e com pupilas dilatas e fixas, o que pode indicar que ela já apresentava dano cerebral prévio ao acidente.
A prefeitura afirmou que lamenta o ocorrido e que as investigações seguirão. O bebê de Kelly sobreviveu.















