Presos de Betim (MG) gravam vídeo e ameaçam atear fogo em ônibus
Detentos reclamam da ação de agentes no Ceresp Betim; Governo diz que unidade foi alvo de operação para apreensão de drogas e celulares
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

Circula nas redes um vídeo em que supostos detentos do Ceresp (Centro de Remanejamento do Sistema Prisional) de Betim, na Grande BH, ameaçam atear fogo em ônibus coletivos.
Na gravação, um homem vestido com uniforme do sistema prisional denuncia uma possível ação excessiva de agentes penitenciários, que ele classifica como “deselegante”. "Familiares de vários presos trouxeram os pertences como chinelo, mantas e alimentação. No procedimento geral que teve hoje foi tudo jogado fora", afirma no vídeo.
A filmagem continua em tom de ameaça. Após afirmar que os detentos não têm atendimento necessário e sofrem com a falta de roupas, o homem diz que caso o diretor da unidade não tome as providências necessárias, os presos vão mandar incendiar os transportes coletivos. “Essa é a resposta que o crime vai dar”, conclui.
Segundo a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), a unidade prisional foi alvo de uma megaoperação de revista, nesta terça-feira (3).
Durante a ação, foram apreendidos 22 celulares, 21 baterias, 24 carregadores, 17 chips, cinco fones de ouvido, um chuço e seis buchas de substância semelhante à maconha.
Ao todo 117 agentes atuaram na revista, que também teve o apoio de dois cães do sistema prisional. A pasta ressaltou que ação “transcorreu sem incidentes e com êxito na apreensão dos ilícitos”.
Incêndio em fábrica de tintas é controlado após sete horas de fogo
Ainda de acordo com a secretaria, o suspeito de gravar o vídeo ameaçador foi identificado e "será punido nos termos da lei". Sobre a reclamação de descarte de objetos pessoais, como mantas e chinelos, feita pelos detentos, a secretaria informou que "as roupas recolhidas serão lavadas e devolvidas aos presos. Quanto aos chinelos, foram recolhidos aqueles que não estavam dentro do padrão admitido e serão substituídos."
“Operações como esta são rotineiras em unidades prisionais de todo o Estado e somam-se aos trabalhos diários preventivos que visam coibir a entrada e permanência de ilícitos no interior das unidades prisionais administradas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp)”, concluiu a pasta em nota.















