Principal Pronto-Socorro de Minas não tem plano contra incêndio
Ministério Público de Minas Gerais moveu em abril uma ação exigindo que obras fossem feitas no local; unidade não possui vistoria dos bombeiros
Minas Gerais|Clara Mariz, do R7*, com Regiane Moreira, da Record TV Minas

O Hospital João 23, em Belo Horizonte, não possui um plano de emergência em caso de incêndio. A unidade de saúde espera uma aprovação do Corpo de Bombeiros para começar a implantação de uma estratégia de evacuação, caso o prédio pegue fogo.
Em abril deste ano, o Corpo de Bombeiros apresentou um laudo que consta as irregularidades encontradas no hospital. Com base nos documentos, o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) moveu uma ação exigindo obras de implantação do projeto de incêndio e pânico no local.
O juiz do processo relata que durante um princípio de incêndio ocorrido no local, os bombeiros constataram uma grande quantidade de fiação elétrica exposta no subsolo, a retirada da bomba de incêndio, o que impede a utilização da rede de hidrantes, rotas de fuga obstruídas, iluminação e sinalização de emergência defeituosas.
Os bombeiros encontraram irregularidades em todos os dez andares do maior Pronto-Socorro de Minas Gerais. A unidade não possui o documento de vistoria que atesta a adoção de medidas contra incêndio e pânico.
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Segundo o presidente da Asthemg (Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais), Carlos Martins, em caso de incêndio, não é possível retirar os pacientes que estão acamados nos últimos andares, já que as escadas são em formato de caracol, o que impossibilita a passagem de camas e macas.
— Para piorar a situação instalaram catracas eletrônicas em todas as portarias do hospital. Ou seja, mesmo que nós conseguíssemos retirar os pacientes que estão em macas e camas seria impossível sair com eles do hospital, já que elas foram feitas para a passagem de pessoas passarem, não havendo dimensão suficiente para as camas.
Por meio de nota, a Fhemig (Fundação Hospitalar de Minas Gerais), informou que já foi elaborado o plano de emergência do João 23 e que aguarda análise do Corpo de Bombeiros. Depois de aprovado, a unidade terá até um ano para a implantação das mudanças.
A fundação informou, também, que extintores estão sendo disponibilizados, cabos elétricos substituídos, as saídas de emergência estão recebendo sinalização e um grupo de brigadistas já está sendo formado pelo Corpo de Bombeiros.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Lucas Pavanelli















