Quadrilha é presa e R$ 70 milhões em bens luxuosos apreendidos durante megaoperação
16 suspeitos de tráfico internacional de drogas foram detidos em Minas e quatro Estados
Minas Gerais|Do R7


Uma quadrilha e seu núcleo financiador com elevado poder econômico é alvo de operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (10), em Minas Gerais e mais quatro Estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.
Durante a ação, intitulada de "Operação Athos" e de combate ao tráfico internacional de drogas, 19 pessoas já foram presas em flagrante e outra por transporte de numerário da venda de entorpecentes. Destas, 12 estavam em Juiz de Fora, duas em BH e outras duas já se encontravam na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.
Cerca de 250 policiais federais cumprem 22 mandados de prisão preventiva e 38 de busca e apreensão. Com os conduzidos, foram apreendidos 594 kg de cocaína, cerca de uma tonelada e meia de maconha, uma pistola da marca Glock calibre 380, munições, seis veículos, um caminhão, R$ 203.695 e $ 390.228.
Na tentativa de desarticular o poder econômico da quadrilha, algumas medidas judiciais foram tomadas, como o bloqueio de valores e ativos depositados em instituições bancárias em titularidade de 28 CPFs e quatro CNPJs, sequestro de todos os bens imóveis e veículos em nome das mesmas pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de patrimônio já identificado dos investigados. Cinco aeronaves, quatro lanchas de luxo, um jet-ski, 11 imóveis e 14 veículos, todos avaliados em cerca de R$ 70 milhões, também foram recolhidos.
Durante as investigações, foi descoberto que um dos integrantes do núcleo financiador do grupo criminoso esteve diretamente envolvido em fraude bancária recente, cujos rendimentos totalizaram R$ 120 milhões em um ano.
Os policiais também constataram que a quadrilha, que era uma das principais distribuidoras de drogas do país, adquiria os entorpecentes na Bolívia e no Paraguai. As drogas eram trazidas de avião para o interior do Estado de São Paulo e, de lá, a droga era distribuída pelo Estado, além de Minas Gerais, Rio de Janeiro e região Nordeste do Brasil.
De acordo com a PF, os criminosos movimentavam milhões de reais por meio da utilização de contas bancárias, serviços de doleiros e dinheiro em espécie, procedendo à lavagem desses lucros através de empresas de transporte de passageiros e de comércio em geral. Além de documentos falsos, a quadrilha também contava com uma rede de tráfico de influências, que ajudava na manutenção de suas atividades criminosas.
O nome da operação vem da mitologia grega, uma vez que Athos era um dos gigantes, filho de Gaia e Urano, que, em uma batalha, jogou uma montanha sobre Zeus. Daí, o significado do nome Athos, “aquele que nada teme”, como parecia ser o espírito dos investigados, ainda conforme PF.
O resultado da operação será divulgado durante coletiva de imprensa, na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, no bairro Gutierrez, na região centro-sul de Belo Horizonte.















