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Queda de viaduto e vexame da seleção brasileira marcam BH na Copa

Cerca de 140 mil turistas gringos passaram pela capital mineira para assistir aos seis jogos

Minas Gerais|Do R7

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Estrutura desabou em avenida de ligação ao Mineirão e aeroporto
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Brasil cai diante de mais de 60 mil torcedores em goleado por 7 a 1
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A capital mineira conseguiu cumprir boa parte do cronograma de obras e não fez feio ao receber os cerca de 370 mil turistas, sendo quase 40% do total de gringos, nos 30 dias de Copa do Mundo. 

No entanto, BH não esperava ser lembrada por dois desastres que marcaram o Mundial: o desabamento de um viaduto que matou duas pessoas e o vexame histórico da seleção brasileira.

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O balanço, porém, não foi só negativo, uma vez que a animação e a alegria de torcedores representando 60 países (de acordo com a Belotur) tenham contaminado com muita festa as ruas de BH. 

As manifestações tentaram desviar a atenção do Mundial, mas poucas pessoas compareceram aos protestos. Com uma média de cem pessoas, os protestos foram na maioria pacíficos e sem quebra-quebra. A exceção ficou por conta da quebradeira na região central de BH, na abertura da Copa. 

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Turismo

Cerca de 370 mil turistas desembarcaram em BH para assistir aos seis jogos da Copa do Mundo. Desses, 140 mil eram estrangeiros, segundo estimativa do Ministério do Turismo. 

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Embora encantados pela recepção calorosa dos mineiros, os turistas não economizaram nas críticas contra os preços elevados de bares e hotéis da cidade. O economista alemão Stefan Mathis, 39 anos, passou seis semanas no País e acompanhou jogos em diversas capitais. Embora tenha aprovado a organização na maioria das cidades, criticou duramente os preços de hotéis em BH

— São muito caros! Muito mais que na Europa. E a comida também é cara.

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De acordo com dados da ABIH- MG (Associação Brasileira de Indústria de Hotéis), foram abertos 27 novos empreendimentos para o Mundial, gerando 11 mil leitos. O setor expandiu em 30% as contratações e treinou 3.000 trabalhadores. Embora admita que as tarifas tenham sido reajustadas, a presidente da instituição, Patricia Coutinho, afirma que a tabela foi baseada na realização dos Mundiais anteriores.

— A nossa média de taxa de tarifa está entre $ 150 e $ 200 [aproximadamente R$ 300 a R$ 500]. É um período de alta temporada e chegamos até mesmo a reduzir a tarifa inicial que tínhamos para a Copa do Mundo em 20%.

Já os bares e restaurantes da cidade estimam que o faturamento do Mundial fechou em torno de R$ 70 milhões. A Savassi e o entorno do Mineirão foram as regiões mais beneficiadas, onde o aumento do movimento chegou a 100%. 

Transporte

Belo Horizonte investiu R$ 1,5 bilhão em obras de mobilidade para a Copa do Mundo. Segundo a prefeitura da cidade, 96% das intervenções foram concluídas antes do início do Mundial. Entre os 4% restantes está o viaduto dos Guararapes, o elevado, na avenida Pedro 1º, via de ligação entre o aeroporto de Confins e o Mineirão. Em fase de finalização, desabou no dia 3 de julho, matando duas pessoas e ferindo outras 23.

A Polícia Civil de Minas Gerais ainda investiga o que causou a tragédia. A estrutura fazia parte de um complexo de obras para a instalação do BRT (Transporte Rápido de Ônibus, na sigla em inglês), que em BH ganhou o nome Move.

Segundo a BHTrans, 30 mil torcedores usaram o Move para chegar ao Mineirão nos jogos disputados na cidade. Já os ônibus convencionais, que partiam de seis estações diferentes criadas para o Mundial, transportaram 107 mil pessoas.

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Apesar de não ter sido registrado nenhum problema grave, os veículos receberam críticas dos turistas. O estudante Connor Mackie-Aller, de 16 anos, veio da Austrália e assistiu ao jogo entre Inglaterra e Costa Rica. Ele reclamou da velocidade dos coletivos e do valor pago nas corridas de táxi.

— Os ônibus não são rápidos e o preço do táxi é muito elevado.

Com menos da metade das obras de melhoria concluída, a situação do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande BH, não incomodou os estrangeiros. Apenas 47% das intervenções previstas foram entregues antes do Mundial.

Segurança

O porta-voz da PM (Polícia Militar) tenente-coronel Alberto Luiz Alves avalia que Minas Gerais teve um bom desempenho, especialmente se comparados o número de turistas que passaram pelo Estado durante o Mundial e o número de crimes registrados.

— Ao todo, nós prendemos 15 pessoas pela prática de venda ilegal de ingressos em Belo Horizonte e apreendemos US$ 7 mil e R$ 15 mil com envolvidos nesse tipo de delito.

Conforme balanço parcial da PM, entre os dias 12 de junho e 8 de julho, 172 pessoas foram presas, sendo 62 turistas estrangeiros, e nove adolescentes apreendidos em ocorrências relacionadas ao Mundial. Entre os principais crimes estão furto, roubo, tráfico de drogas, desacato, agressão, cambismo, porte ilegal de arma e uso de documento falso.

Entre os crimes cometidos por estrangeiros, a maior parte envolveu argentinos e colombianos. Em uma única ocorrência, 18 colombianos foram presos, no dia 18 de junho, por assalto a dois brasileiros. Já no dia 21, quando a capital mineira sediou o jogo entre Argentina e Irã, 19 torcedores argentinos foram detidos por entrar no Brasil ilegalmente. 

Ao todo, 13 mil militares e 2.119 policiais civis trabalharam na operação especial montada para a Copa com presença reforçada no estádio do Mineirão, na região da Savassi e Fifa Fan Fest.

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