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Quem é Mancha, traficante do PCC solto pelo STJ e preso de novo pelo TJMG

Traficante conhecido como “Mancha” havia sido beneficiado por decisão do STJ, mas voltou a ser preso após novo mandado expedido pela Justiça de Minas

Estadão Conteúdo

Minas Gerais|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como "Mancha", é um traficante aliado ao PCC e foi preso em março na Bolívia.
  • Mancha foi quase solto por decisão do STJ, mas a Justiça de Minas Gerais barrou sua saída com uma nova decisão judicial.
  • Ele é acusado de envolvimento em tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, além de ser fundador da facção Tropa do Douglas.
  • O STJ considerou sua soltura devido a vínculos familiares e atividade econômica lícita, mas novas investigações sobre um assassinato impediram sua libertação.

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Douglas está preso na Penitenciária de Francisco Sá, a 488 quilômetros de Belo Horizonte Reprodução/RECORD Minas

O traficante Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como “Mancha”, aliado do Primeiro Comando da Capital (PCC) e preso desde março, quase foi solto por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas uma decisão da Justiça de Minas Gerais assinada nesta quinta, 2, barrou a sua saída.

O traficante já havia passado pelo sistema penitenciário antes, e chegou a ser levado à prisão domiciliar, mas rompeu a tornozeleira eletrônica, saiu do Brasil e passou a usar identidade falsa.


Ele passou meses foragido antes de ser encontrado e capturado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, no dia 15 de março deste ano, em uma operação que envolveu agentes da Polícia Federal (PF), Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e apoio da polícia boliviana

Douglas está preso na Penitenciária de Francisco Sá, a 488 quilômetros de Belo Horizonte, e é apontado como fundador da Tropa do Douglas, uma facção aliada ao PCC.


Ele era procurado pela Justiça Federal do Pará por suposto envolvimento em um esquema de tráfico que tentou levar mais de 300 quilos de cocaína para Portugal, escondidos em uma carga de açaí. Além disso, possuía mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça de Minas Gerais, sendo investigado por tráfico internacional e interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Segundo nota do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), publicada na época de sua prisão, em março, Douglas era apontado como uma das principais lideranças do narcotráfico no Estado, com atuação no tráfico transnacional de drogas e ligação com diversas facções criminosas.


Entenda o caso

O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), autorizou a soltura do traficante. A Justiça de Minas Gerais também chegou a expedir o alvará de soltura e a impor medidas cautelares para que ele fosse colocado em liberdade. Antes que a ordem fosse cumprida, porém, uma nova decisão judicial, assinada na quinta-feira, 2, impediu sua saída da prisão.

Na avaliação do ministro Messod Azulay Neto, a soltura de Douglas era cabível porque a defesa comprovou que ele exerce atividade econômica lícita como sócio majoritário da empresa Subzero Delivery Bebidas e Derivados Ltda., da qual detém 60% das cotas. O ministro também destacou que “Mancha” possui residência fixa, vínculos familiares estáveis e é pai de três crianças, circunstâncias que, em seu entendimento, afastariam a manutenção da prisão preventiva.


Messod propôs que Mancha cumprisse medidas cautelares diversas da prisão, como a proibição de se ausentar do País, a entrega do passaporte, o uso de tornozeleira eletrônica e a obrigação de se apresentar mensalmente à Justiça.

Pouco depois da decisão do STJ, o juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do 2º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte, decretou a prisão temporária de “Mancha” por 30 dias no âmbito da investigação sobre o assassinato de Paulo Roberto Ziviani Rodrigues, ocorrido em 2018.

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