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Prisão de diarista suspeita de matar casal a facadas em BH é convertida em preventiva

Juíza disse que não foram encontrados substâncias no sangue da investigada e que não há relatório provando incapacidade

Minas Gerais|Arnon Gonçalves, da Record Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A diarista Paola Stephany Neto Cirino, suspeita de matar um casal de idosos a facadas, teve sua prisão convertida em preventiva pela Justiça de Minas Gerais.
  • Os laudos periciais indicaram que não havia substâncias psiquiátricas ou entorpecentes no sangue da suspeita, e não há evidências de que ela tenha alguma patologia psiquiátrica.
  • O crime ocorreu no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, onde as vítimas foram encontradas com múltiplas lesões e sinais de defesa, indicando tentativa de reação.
  • Paola foi presa em Itabira e é suspeita de ter dopado o casal antes de esfaqueá-los; a polícia investiga a possibilidade de um cúmplice.

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De acordo com depoimentos de familiares da própria suspeita, ela enfrentava uma grave crise financeira e acumulava dívidas com agiotas
De acordo com depoimentos de familiares da própria suspeita, ela enfrentava uma grave crise financeira e acumulava dívidas com agiotas RECORD Minas/ Reprodução

A Justiça de Minas Gerais determinou que a diarista Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, aguardará investigações do caso em regime fechado. Ela é suspeita de matar o casal Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde, de 76 anos, a facadas no apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.

A audiência de custódia que manteve a prisão preventiva de Paola foi realizada na tarde desta sexta-feira (03). A juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, da Central de Audiências de Custódia de Belo Horizonte (CEAC-BH), ressaltou que os laudos periciais de sangue e urina de Paola apontam ausência “de quaisquer substâncias que apontem o uso de remédios psiquiátricos ou entorpecentes”.


A magistrada disse, ainda, que nenhum documento ou relatório médico foi juntado pela defesa demonstrando que Paola seja portadora de patologia psiquiátrica ou que seja incapaz de compreender o caráter ilícito da sua conduta. A juíza também determinou que o processo não correrá em segredo de justiça.

Os corpos de Cláudio e Maria Clotilde foram encontrados no dia 30 de junho. Câmeras da residência flagraram Paola entrando no local, para o seu primeiro dia de trabalho, e depois saindo, com outras roupas. Após a descoberta do crime, ela foi presa em Itabira, região Central de Minas Gerais, na quinta-feira (2). Ela é suspeita de ter dopado e esfaqueado as duas vítimas até a morte.


Relembre o caso

Na tarde do dia 30 de junho, um casal de idosos foi encontrado morto dentro de sua residência no bairro São Pedro, região Centro-Sul de BH. De acordo com o boletim de ocorrência, Maria Clotilde, de 75 anos, foi encontrada na sala, com grande quantidade de sangue no sofá. Ela apresentava sete ferimentos distribuídos entre o rosto, queixo, pelve, garganta, tórax e pescoço.

Cláudio Atala Inácio, de 76, foi localizado sobre a cama, também com muito sangue, e tinha 17 lesões nas costas, pescoço e tórax. Conforme a perícia, ambos apresentavam sinais de defesa, o que indica que tentaram reagir às agressões. Nos corpos, foram constatadas em um primeiro momento 24 perfurações, mas em depoimento, a suspeita afirmou que desferiu pelo menos 40 golpes.


Além disso, em depoimento, a suspeita teria admitido que dopou o casal com uma mistura de remédios usados em tratamento para depressão. Posteriormente, os adicionou a um suco. De acordo com o delegado Gustavo Bartella, após os idosos começarem a passar mal e perderem os sentidos, ela iniciou os ataques com uma faca que estava na residência.

Os peritos também constataram que uma gaveta onde eram guardadas semijoias estava arrombada. Além disso, os celulares do casal não foram encontrados.


Imagens de câmera de segurança flagraram a suspeita, Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, entrando no prédio com uma vestimenta e saindo usando peças de Maria Clotilde, de acordo com informações do sobrinho, Henrique Maciel.

A mulher foi presa em um hotel na madrugada desta quinta-feira (2), na cidade de Itabira, região Central de Minas Gerais. Ela estava acompanhada do filho de seis anos. A Polícia Civil de Minas Gerais segue investigando a possibilidade da mulher ter tido ajuda de mais uma pessoa para cometer o crime.

O que diz a defesa

“A defesa de Paola manifesta, antes de tudo, seu profundo pesar e solidariedade aos familiares das vítimas, reconhecendo a dor irreparável vivenciada por todos os envolvidos.

No que se refere à investigação, a defesa de Paola atuará com absoluta responsabilidade, observando rigorosamente os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal.

As razões defensivas serão apresentadas no momento processual oportuno, com base nos elementos constantes dos autos e nas provas que vierem a ser produzidas, sempre com respeito às instituições e à atuação das autoridades competentes.

Neste momento, a defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário e ressalta que qualquer conclusão acerca da responsabilidade da investigada deve decorrer exclusivamente da regular instrução processual, e não de julgamentos antecipados ou da repercussão do caso."

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