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Seca no rio Paraopeba ameaça projeto da Copasa para reforçar abastecimento na Grande BH

Projeto pretende transpor águas do rio para reservatórios que abastecem a região

Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

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Além do volume baixo, o presidente do Cibapar garante que as águas do Paraopeba são impróprias para consumo
Além do volume baixo, o presidente do Cibapar garante que as águas do Paraopeba são impróprias para consumo

Um dos principais mananciais de Minas Gerais está praticamente seco. A nascente do rio Paraopeba, que abastece parte de Belo Horizonte e região metropolitana, não passa de um filete de água e o risco de desaparecer é bastante grande. 

Diante dessa situação, o projeto da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) para solucionar a crise de abastecimento de água na Grande BH pode estar comprometido antes mesmo de sair do papel. A medida consiste em fazer a transposição das águas do rio Paraopeba para o rio Manso, ou seja, alterar o ponto de captação para reforçar os reservatórios.

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Mas, segundo o presidente do Cibapar (Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do rio Paraopeba), Breno Caroni, a medida não é ideal já que 34 cidades despejam esgoto diretamente no rio e a água estaria imprópria para o consumo.

— Noventa e cinco por cento dos municípios que compõem deve estar fazendo esse descarte de esgoto no rio Paraopeba.

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Além disso, o rio também estaria com apenas 30% de sua capacidade total 

— É preciso primeiro discutir a quantidade de água disponível, ou seja, a vazão aqui do Paraopeba, e muito importante, a qualidade da água, para poder abastecer os sistemas que atentem Belo Horizonte e região metropolitana. 

Na última quarta-feira (28),o governador Fernando Pimentel se reuniu com a presidente Dilma Rousseff em Brasília para avaliar a situação da crise hídrica que atinge o Estado. Ele afirmou que Minas poderá enfrentar um severo racionamento de água, especialmente a Grande BH.

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