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Serra do Curral: Copasa não atualizou estudos sobre impactos hídricos do empreendimento

Documento aprovado pela COPAM considera estudos realizados em 2018 sobre processo que foi arquivado pela Taquaril em 2019

Minas Gerais|Maria Luiza Reis*, Do R7

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Copasa não foi procurada para realizar novos estudos
Copasa não foi procurada para realizar novos estudos

A Prefeitura de Belo Horizonte apresentou, neste domingo (15), um documento que aponta que a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) não realizou estudos atualizados sobre o possível impacto hídrico do empreendimento minerário na Serra do Curral, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. A denúncia foi apresentada no pedido de tutela cautelar que solicita a suspensão, pela Justiça Federal, do licenciamento que permitiu a mineração. 

A prefeitura da capital informou que pediu à companhia, no dia 4 de maio deste ano, acesso aos estudos técnicos apresentados ao COPAM (Conselho Estadual de Política Ambiental) no pedido de licenciamento. No documento apresentado pela Copasa, é informado que a Taquaril Mineração solicitou um parecer técnico para Companhia de Saneamento de Minas Gerais em 2018. Na ocasião, a empresa declarou não haver oposição ao empreendimento, mas fez uma série de recomendações que deveriam ser acatadas pela mineradora.

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No entanto, os estudos realizados pela Copasa foram feitos em cima de um processo que foi arquivado pela Taquaril, em maio de 2019, e não o processo apresentado e aprovado pela Copam no final de março desse ano. Segundo a prefeitura, portanto, os estudos além de estarem desatualizados, dizem respeito a um processo arquivado, mas ainda assim foram utilizados pela Tamisa no documento apresentado ao Conselho. A Copasa informou para a prefeitura que não foi procurada para realizadas novos estudos técnicos. 

No pedido apresentado à Justiça Federal, a PBH argumenta que os estudos realizados em 2018 consideram um contexto diferente do atual. Atualmente, a área do projeto minerário conta com a existência de poços profundos que foram perfurados após 2018, como afirma a PBH. 

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“Dessa forma, seria imprescindível a reavaliação, pela COPASA, dos riscos e impactos que o empreendimento representa à integridade da Adutora Taquaril e, por consequência, à segurança hídrica de Belo Horizonte e Região Metropolitana.”, afirmou a Prefeitura de Belo Horizonte.

Procurada pela reportagem, a Copasa informou a análise feita pela companhia teve início em abril de 2018, a pedido da mineradora e que o termo foi assinado em novembro do mesm ano. A Copasa reiterou que toda a documentação submetida foi detalhadamente analisada pela área técnica e que “depois da assinatura do termo em 2018, não foi mais acionada” Além disso, a Copasa também reforçou que “a análise estabeleceu uma série de condicionantes técnicos que foi acatada pela mineradora”.

*Estagiária sob supervisão de Pollyana Sales

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