Servidores da Segurança de Minas Gerais voltam a protestar em BH
Categoria não aceitou reajuste de 10% no salário de todo funcionalismo público e pede os 24% prometidos pelo governo
Minas Gerais|Kiuane Rodrigues, da Record TV Minas

Os servidores das forças de Segurança de Minas Gerais voltaram a protestar em Belo Horizonte, na manhã desta sexta-feira (25). O grupo está na Cidade Administrativa, na região norte da capital, para cobrar do governador Romeu Zema (Novo) a recomposição salarial da categoria de 24%.
Nesta quinta-feira (24), o chefe do estado anunciou um projeto de lei para o reajuste salarial de 10% para todo o funcionalismo público. Para os agentes da Segurança, em específico, o político ainda fez uma proposta para que o abono fardamento, que hoje é pago apenas em abril, seja ampliado para três parcelas. Nesse caso, cada pagamento vai ser no valor de 40% da remuneração de um soldado.
No entanto, os servidores da Segurança não aceitaram o reajuste em 10% no salário de todo funcionalismo público e pedem os 24% prometidos pelo governo em 2019.
Os servidores afirmam que estão trabalhando na estrita legalidade, ou seja, conforme o que está escrito na lei, e estão resguardados por uma cartilha nessa manifestação. Segundo eles, não existe greve.
Protesto dos servidores da Segurança
Na última segunda-feira (21), quase 30 mil servidores da Segurança do estado protestaram pelas ruas de Belo Horizonte e anunciaram uma greve por revisão salarial. A paralisação teve início na terça (22) e reúne todas as forças de segurança do estado: polícias civil, militar, penal e Corpo de Bombeiros.
Os trabalhadores cobram duas atualizações de 12% que foram prometidas pelo governo para os anos de 2021 e 2022, mas que não ocorreram.
Ainda na terça-feira, primeiro dia da paralisação, Romeu Zema se reuniu com o secretariado e representantes das forças de Segurança para discutir o pedido de reajuste salarial. Na quarta (23), outros setores do funcionalismo público do estado, como o da Saúde e o do transporte. também protestaram pelo reajuste salarial e sinalizaram greve.
Greve policiais penais
A Justiça determinou o fim da greve dos policiais penais de Minas nesta quinta-feira (24). De acordo com a decisão, desde a mobilização das forças de Segurança Pública, o banho de sol dos detentos, as visitas, os atendimentos jurídicos e a entrega de correspondências foram suspensos nos presídios. As escoltas acontecem somente em casos emergenciais.
O fim do movimento foi um pedido de urgência do governo do estado à justiça. A multa, em caso de descumprimento, é de R$100 mil reais por dia, podendo chegar até em R$10 milhões.















