Minas Gerais STJ autoriza dono de empresa de ônibus de BH a não ir a CPI

STJ autoriza dono de empresa de ônibus de BH a não ir a CPI

Roberto José Carvalho, dono da Rodopass, ficou em silêncio durante audiência e foi reconvocado pela CPI como testemunha

Acompanhado de seu advogado, Roberto José Carvalho ficou em silêncio na CPI

Acompanhado de seu advogado, Roberto José Carvalho ficou em silêncio na CPI

Reprodução/RecordTV Minas

O presidente em exercício do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Jorge Mussi, concedeu autorização ao dono de uma empresa de ônibus de Belo Horizonte para que ele não tenha que comparecer novamente à CPI da BHTrans, na Cãmara Municipal. O colegiado investiga supostas irregularidades nos contratos que regem a prestação de serviço de transporte público das concessionárias. 

O dono da Rodopass, Roberto José de Carvalho esteve em uma sessão da CPI no dia 7 de julho. Na ocasião, ele foi convocado na condição de investigado e conseguiu autorização da Justiça para permanecer em silêncio durante o depoimento. Sem responder as perguntas dos vereadores ele foi convocado novamente, dessa vez, na condição de testemunha. 

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Carvalho, então, recorreu novamente à Justiça, e conseguiu o direito de não comparecer à reunião. Essa liminar foi cassada e o depoimento dele foi marcado para esta quarta-feira (28). No entanto, um novo recurso, apresentado pela defesa do empresário foi acatado pelo STJ. 

De acordo com o presidente da CPI da BHTrans, vereador Gabriel Azevedo (sem partido), a Procuradoria da Câmara deve recorrer da decisão. 

— Nós consideramos que o depoente precisa estar presente na condiçao de testemunha, ainda que silencie sobre fatos que o incrimine. 

Suspeitas

Membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da BHTrans, da Câmara de Belo Horizonte, suspeitam que gastos pessoais da família de Roberto José de Carvalo  tenham sido incluídos nos cálculos do valor da passagem de ônibus na capital mineira.

Durante reunião da comissão, em que o empresário compareceu mas ficou em silêncio, os membros da CPI afirmaram que documentos de uma investigação apontam que a Rodopass pagou R$ 45 mil de despesas do casamento de uma parente de Carvalho. Há também relatos de gastos com notas lançadas como "escola".

Depoimento

Nesta quarta, a CPI recebe o presidente do Sintappi (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Pesquisa, Pericias, Informações e Congêneres de Minas Gerais), Emanuel Bonfante Demaria Junior. O depoimento começa as 9h30. 

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