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Superlotados, hospitais usam macas do Samu e paralisam ambulâncias 

Todas as seis viaturas do Samu de Montes Claros têm problemas para transportar doentes 

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Hospitais admitem que superlotação de leitos provoca retenção de macas; funcionário do Samu tenta "resgatar" macas nas enfermarias
Hospitais admitem que superlotação de leitos provoca retenção de macas; funcionário do Samu tenta "resgatar" macas nas enfermarias

Sem lugar para colocar os pacientes, hospitais de Montes Claros, no norte de Minas, têm mantido os doentes nas macas do Samu em que foram transportados. Com isso, as ambulâncias não conseguem atender os feridos nas ruas porque as macas estão retidas nas enfermarias da Santa Casa e do Hospital Universitário.

A direção do Samu Macro-Norte alertou que, na quarta-feira (5), as seis ambulâncias ficaram paradas durante horas porque todas as 36 macas estavam ocupadas nos hospitais. O problema é recorrente, mas teria piorado a partir de segunda-feira (3).


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Em nota, o Samu explica que "utilizar as macas como leito reduz sobremaneira sua durabilidade, já que não foram projetadas para esse fim" e reforça o compromisso de socorrer os feridos, mas alerta que precisa dos equipamentos adequados para "garantir a integridade e a segurança".

Uma funcionária do serviço falou à reportagem que algumas macas chegam a ficar um mês retidas e, por isso, o Samu desenvolveu um rodízio para "resgatá-las".


— Como não tem leito, o paciente fica na maca e não tem como tirá-la. Até colocamos um funcionário para fazer ronda nos hospitais e resgatar a maca antes que seja utilizada por outro paciente, mas essa semana não conseguimos nenhuma.

A Santa Casa, um dos hospitais citados pelo Samu, admite que a superlotação tem exigido que os pacientes "permaneçam nas macas para receber atendimento".


"O Pronto Socorro, referência em neurologia, traumas e queimados, também superlotado em função da alta demanda de pacientes, oferece 20 vagas e encontra-se hoje, com 40 pacientes internados e 11 em observação", aponta o hospital. 

O HUCF (Hospital Universitário Clemente de Faria) também admite a superlotação e esclarece que "já está providenciando o remanejamento de pacientes, o que implicará na liberação breve dos equipamentos".

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