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Trabalhadores mantêm greve em hospitais da Fhemig por tempo indeterminado

Sete hospitais podem ser afetados; categoria questiona mudanças em direitos e administração terceirizada das unidades

Minas Gerais|Do R7

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Trabalhadores dizem que ato atinge sete unidades da rede
Trabalhadores dizem que ato atinge sete unidades da rede

Funcionários dos hospitais administrados pela Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), do Governo de Minas, decidiram nesta segunda-feira (13) a continuar, por tempo indeterminado, a greve iniciada nesta manhã.

Os trabalhadores vão se juntar aos profissionais da enfermagem, nesta terça-feira (14), no ato nacional da categoria. Eles vão fazer uma passeata entre o Hospital João 23 e a Praça Sete, com início previsto para às 9h.


Os servidores da rede Fhemig avaliaram que a direção da fundação e o Governo Estadual "não fizeram esforços para atender a pauta ou apresentar propostas" desde o início da paralisação, na última sexta-feira (10).

"Foram realizadas reuniões junto a Seplag e Fhemig, onde o sindicato apresentou estudos técnicos, parecer jurídico e propostas que confirmaram que o Governo errou com a retirada de direitos das mães e aumento da carga horária dos trabalhadores plantonistas. Mas, em nenhuma dessas reuniões o Governo evoluiu a conversa com a categoria", alega o Sindpros (Sindicato dos Trabalhadores da Rede Fhemig) em comunicado.


Os trabalhadores questionam a resolução 27.471/2022, que retira o direito previsto em lei de mães e pais de acompanhar seus filhos com necessidades especiais e a terceirização dos hospitais públicos por meio das organizações sociais (OSs).

Ainda segundo o sindicato, 200 trabalhadores participaram da reunião desta segunda-feira que votou pela continuidade da greve. O órgão afirma que os agentes estão trabalhando com escala mínima, com em média 50% da equipe, nas seguintes unidades:


- Hospital Alberto Cavalcanti

- Hospital Júlia Kubitschek


- Hospital Eduardo de Menezes

- Hospital Raul Soares

- Maternidade Odete Valadares

- Pronto Socorro João XXIII

- Hospital Infantil João Paulo II.

A Fhemig tem mais de 13 mil profissionais, sendo responsável pela administração de 20 unidades assistenciais em Belo Horizonte, região metropolitana e no interior do estado. Procurada, a fundação não comentou sobre as demandas da categoria e alegou que "não houve alteração no atendimento nos hospitais da Rede Fhemig na data de hoje".

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