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"Tremores são inevitáveis e não podem ser previstos", afirma Prefeitura de Sete Lagoas (MG)

De acordo com especialistas, abalos sísmicos se tratam de causas naturais, fruto de uma acomodação de falha geológica

Minas Gerais|Samuel Chaves*, do R7

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Tremores são inevitáveis e não podem ser previstos.
Tremores são inevitáveis e não podem ser previstos. Divulgação / Prefeitura de Sete Lagoas

Pesquisadores do Observatório Sismológico Nacional estão a caminho de Sete Lagoas, a 78 km de Belo Horizonte, para montar a maior rede sismológica do Brasil. Os sismógrafos, com tecnologia de ponta, conseguirão identificar todo e qualquer tremor, além da causa e a consequência deles, para não haver danos para a população da cidade.

A cidade, no interior de Minas Gerais, vem sofrendo com recorrentes tremores de terra, até então sem esclarecimento. Porém, de acordo com Edmundo Diniz, secretário do Meio Ambiente e presidente do Comitê de Estudos dos Tremores em Sete Lagoas, os abalos sísmicos são inevitáveis.

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“O mais importante é trazer a verdade a população, que não deve ter pânico com o que está acontecendo, tem que ter cuidado, se prevenir”, declara. “Nós temos a conclusão do Observatório Sismológico Nacional, junto com a UNB (Universidade de Brasília) e a USP (Universidade de São Paulo), que aponta que se trata de tremores naturais, fruto de uma acomodação de uma placa geológica”, afirma.

A Defesa Civil de Sete Lagoas, para instruir os moradores durante os tremores, produziu uma cartilha de prevenção em caso de acidentes.

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De acordo com Sérgio Andrade de Carvalho, coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, ainda não é possível afirmar que qualquer problema estrutural tenha sido causado pelos abalos sísmicos.

“Precisamos analisar cada situação. O aparecimento de trinca é cedo para afirmar se é proveniente ou não desses abalos", declarou.

Apesar da situação preocupante, segundo a previsão de estudos e relatórios, não há hipótese de tremores maiores que 2,9 na escala Richter. Valores entre 2,0 e 2,9, não são sentidos pela maioria da população, apenas registrados por sismógrafos.

“Nós não podemos descartar porque são fenômenos da natureza e não temos controle sobre eles, mas é muito pouco provável [que passe de 2,9]”, declarou Diniz.

Na terça-feira (16), a cidade de Sete Lagoas foi atingida portrês tremores, em um intervalo de apenas seis horas. Diversas ocorrências do fenômeno natural foram registradas nesta semana. Até o momento, apenas abalos de baixa magnitude foram identificados.

Centro de Sismologia da USP apontou 49 abalos sísmicos em MG
Centro de Sismologia da USP apontou 49 abalos sísmicos em MG Divulgação / USP

O Centro de Sismologia da USP apontou 49 abalos sísmicos no estado de Minas Gerais de 2016 até este ano distribuídos entre Sete Lagoas e regiões próximas, como Capim Branco, Matozinhos e Pedro Leopoldo. Os últimos registros de tremores de terra aconteceram nesta terça-feira (16), durante a madrugada.

*Estagiário sob supervisão de Lucas Eugênio

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