Três maiores cidades da Grande BH negam reajuste na tarifa de ônibus
Depois de BH e Contagem, decisão foi tomada hoje por Contagem
Minas Gerais|Paulo Henrique Lobato, do R7

As três maiores cidades da Grande Belo Horizonte negaram às concessionárias do transporte coletivo o reajuste nas passagens de ônibus para este ano.
Nesta sexta-feira foi a vez de Contagem seguir a mesma decisão adotada por BH, ainda no fim de 2017, e Betim, na última quarta-feira.
A prefeitura de Contagem divulgou nota informando que refutou o pedido para que as tarifas fossem aumentadas em 11%, o que faria o preço da passagem básica subir de R$ 4,05 para R$ 4,50.
"A prefeitura entende que o reajuste só é possível com uma planilha detalhada que comprove os investimentos feitos no transporte público. Como não há justificativa consistente, o aumento não foi autorizado", destacou a nota oficial.
Vale lembrar que o município de Contagem reclama na Justiça o último aumento realizado pelas concessionárias, em 2016.
Na quarta-feira, a vizinha Betim também negou pedido das concessionárias. A empresa que opera o sistema na cidade e os mais de 150 permissionários do transporte alternativo autorizado (vans e similares) reivindicaram 23,5% de aumento.
A prefeitura alegou que irá discutir o assunto com o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais). A decisão do município congelou os preços das passagens em R$ 2,50 (vans) e R$ 4,05 (ônibus).
No fim do ano, o prefeito de BH, Alexandre Kalil, foi o primeiro a proibir o reajuste, da ordem de 10,5%. Numa rede social, Kalil ironizou a proposta:
— Aumento de 10,5% na tarifa? Calma gente. Belo Horizonte tem prefeito.
O chefe do Executivo defende uma devassa nas contas do setor com a finalidade de entender melhor o cálculo do reajuste. O sindicato que representa a categoria na capital mineira teve o pedido do reajuste negado duas vezes pela Justiça desde dezembro passado.















