UFMG expulsa aluno que fez gesto nazista com calouro amarrado em trote
Outros três estudantes foram suspensos por um semestre por atos racistas em BH
Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

Em decisão inédita, o Conselho Universitário da UFMG expulsou nesta terça-feira (12) um aluno envolvido em um trote com conotação racista. Três estudantes foram suspensos por um semestre por participação no ato. O trote, proibido na Universidade, ocorreu no dia 15 de março de 2013.
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Com um bigode pintado imitando Adolf Hitler, o aluno expulso da Faculdade de Direito, faz uma saudação nazista ao lado de um calouro amarrado com fita e pintado de marrom. Em redes sociais, ele exibia menções a grupos neonazistas e discursos racistas.
Em outra imagem, um aluno acorrenta uma estudante pintada de preto que carrega o cartaz: "caloura Chica da Silva". Os outros três envolvidos foram suspensos por um semestre.
As imagens foram divulgadas na internet e provocaram repúdio na comunidade acadêmica. Todos os 198 alunos presentes na festa foram ouvidos. Os quatro alunos penalizados não foram encontrados pela reportagem.
Reitor
O reitor Jaime Ramírez concordou com a punição aplicada. Em nota divulgada pela UFMG, ele afirma que "a Universidade tem uma responsabilidade perante a sociedade e a comunidade, e atos como esses não podem ser tolerados. O trabalho da comissão e a decisão do Conselho Universitário vão ao encontro de medidas adotadas recentemente, como a resolução que proíbe trotes estudantis. Todas elas são coerentes com os esforços empreendidos pela UFMG para criar cada vez mais um ambiente inclusivo e de respeito à diversidade e à diferença”, apontou.
Em seu parecer, a comissão observou que as imagens “são repulsivas e remontam a situações simbólicas de discriminação histórica, além de atentar contra as conquistas da liberdade, igualdade e diversidade garantidas juridicamente, o que não pode ser olvidado, especialmente em uma faculdade de direito”.
A comissão é integrada pelos professores da Faculdade de Direito Adriana Goulart de Sena Orsini, Roberto Luiz Silva e Mariah Brochado Ferreira.















