Logo R7.com
RecordPlus

UFMG expulsa aluno que fez gesto nazista com calouro amarrado em trote

Outros três estudantes foram suspensos por um semestre por atos racistas em BH

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

  • Google News
Gabriel Spínola (de preto) foi expulso por decisão do conselho; outros dois veteranos receberam suspensão
Gabriel Spínola (de preto) foi expulso por decisão do conselho; outros dois veteranos receberam suspensão

Em decisão inédita, o Conselho Universitário da UFMG expulsou nesta terça-feira (12) um aluno envolvido em um trote com conotação racista. Três estudantes foram suspensos por um semestre por participação no ato. O trote, proibido na Universidade, ocorreu no dia 15 de março de 2013.

Leia mais notícias no R7 Minas


Estudante que acorrentou caloura recebeu suspensão
Estudante que acorrentou caloura recebeu suspensão

Com um bigode pintado imitando Adolf Hitler, o aluno expulso da Faculdade de Direito, faz uma saudação nazista ao lado de um calouro amarrado com fita e pintado de marrom. Em redes sociais, ele exibia menções a grupos neonazistas e discursos racistas.

Em outra imagem, um aluno acorrenta uma estudante pintada de preto que carrega o cartaz: "caloura Chica da Silva". Os outros três envolvidos foram suspensos por um semestre.


As imagens foram divulgadas na internet e provocaram repúdio na comunidade acadêmica. Todos os 198 alunos presentes na festa foram ouvidos. Os quatro alunos penalizados não foram encontrados pela reportagem.

Reitor


O reitor Jaime Ramírez concordou com a punição aplicada. Em nota divulgada pela UFMG, ele afirma que "a Universidade tem uma responsabilidade perante a sociedade e a comunidade, e atos como esses não podem ser tolerados. O trabalho da comissão e a decisão do Conselho Universitário vão ao encontro de medidas adotadas recentemente, como a resolução que proíbe trotes estudantis. Todas elas são coerentes com os esforços empreendidos pela UFMG para criar cada vez mais um ambiente inclusivo e de respeito à diversidade e à diferença”, apontou.

Em seu parecer, a comissão observou que as imagens “são repulsivas e remontam a situações simbólicas de discriminação histórica, além de atentar contra as conquistas da liberdade, igualdade e diversidade garantidas juridicamente, o que não pode ser olvidado, especialmente em uma faculdade de direito”.

A comissão é integrada pelos professores da Faculdade de Direito Adriana Goulart de Sena Orsini, Roberto Luiz Silva e Mariah Brochado Ferreira.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.