Logo R7.com
RecordPlus

Universidade abre sindicância para investigar professor que teria incitado estupro

Joaquim Lannes fez comentário sobre notícia falsa em sua página do Facebook

Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7

  • Google News
Alunos protocolaram denúncia junto à diretoria da instituição
Alunos protocolaram denúncia junto à diretoria da instituição
De acordo com a advogada do professor, ele sabia que notícia era falsa
De acordo com a advogada do professor, ele sabia que notícia era falsa

A UFV (Universidade Federal de Viçosa) declarou, na noite da última quarta-feira (7), que vai abrir sindicância para apurar as denúncias contra o professor Joaquim Lannes, chefe do departamento de Comunicação Social da instituição.

A polêmica começou após uma postagem feito pelo educador em sua página no Facebook. Lannes compartilhou uma notícia falsa sobre um suposto juiz que teria sido assaltado por um ladrão na porta do fórum logo após libertar o criminoso e comentou: "Bem feito. Tomara que futuramente este marginal entre na casa do juiz, estupre a mulher dele, a filha e outras mulheres da família dele".


Em nota, a reitoria da Universidade informou que "não considera legítimo exigir pensamento unânime dos membros da comunidade universitária, muito menos impedir que se manifestem na esfera particular sobre qualquer assunto". No entanto, ressaltou que "lamenta manifestações que seguramente não refletem o pensamento da maioria de seus membros".

O comunicado alega ainda que as investigações foram motivadas por um ofício protocolado pelos estudantes junto à direção do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCH). Segundo a UFV, somente o procedimento permite que a instituição seja capaz de "assegurar amplo direito de defesa às partes envolvidas".


Leia mais notícias no R7 MG

Procurada pela reportagem, a advogada do professor, Marinês Alchieri, afirmou que estava "torcendo" para que a sindicância fosse aberta. Segundo ela, o cliente sabia que a notícia era falsa e alega que foi "mal interpretado".


— Ele fez uma manifestação de sua revolta, mas o que vem ocorrendo é que interpretaram isso de diversas maneiras. A postura dele era irônica, ele se aproveitou da impossibilidade da existência do caso para se expressar, pode ter se expressado mal.

Marinês afirmou ainda que não houve intenção por parte de Lannes de fazer apologia ao estupro, como vem sendo acusado pelos alunos.


— Ele falava apenas que a sociedade está exposta a todo tipo de risco e que a bandidagem está solta. Ele tinha conhecimento de que o marginal da matéria não existe, que a notícia era falsa, então não tem família, não tem juiz. É um humor negro o que se faz naquela página.

Ainda conforme Marinês, o professor alega que um grupo de alunos insatisfeitos com resultados ruins na aula dele estariam motivando a situação.

— Estamos aguardando o procedimento investigativo para ver de onde partiu esta divulgação com esta interpretação diferente do que ele queria passar e saber se tem interesses escusos.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.