Veja quem são as vítimas que morreram em queda de avião da PM em Minas Gerais
Queda ocorreu em Ipatinga, no Vale do Aço; entre as vítimas está a primeira mulher da PMMG a pilotar aeronaves de asa fixa do ComAvE
Minas Gerais|Júlia Duarte, do R7, Isabella Guasti e Ricardo Vasconcelos, da RECORD Minas

Três policiais militares morreram após a queda de uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), por volta das 16h desta sexta-feira (9). O acidente ocorreu nas imediações do Aeroporto Regional do Vale do Aço, no distrito industrial de Santana do Paraíso, em Ipatinga, no Vale do Aço, a cerca de 216 quilômetros de Belo Horizonte. Segundo o coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação organizacional da PM, três militares morreram no acidente.
Entre as vítimas estão a tenente Gabriel Emília Soares Lacerda Resende, de 35 anos, mãe de dois filhos pequenos; o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos, natural de Belo Horizonte; e a tenente Alice dos Santos, de 34 anos, natural de Governador Valadares. As duas oficiais tinham mais de 300 horas de voo.
Segundo o coronel Flávio Santiago, o tenente-coronel Silvestre, que estava no comando da aeronave no momento do acidente, acumulava mais de cinco mil horas de voo e era considerado o instrutor mais capacitado da corporação.
Quem são as vítimas
Gabriel Emília Soares Lacerda Resende, de 35 anos
A primeira-tenente Gabriel Emília era mãe de duas crianças pequenas e havia acabado de retornar da licença-maternidade. Ela foi a primeira mulher em Minas Gerais habilitada como piloto de aeronaves de asas fixas do Comando de Aviação do Estado (ComAvE), da Polícia Militar.
Na quinta-feira (8), um dia antes do acidente, a corporação publicou uma homenagem à oficial nas redes sociais, celebrando seu retorno às atividades após a licença-maternidade.
“Depois de uma pausa para viver um dos momentos mais importantes de sua vida, a Tenente Emília retorna aos céus. Ser mãe. Ser piloto. Ser policial militar.
Três papéis, uma só mulher — e uma coragem que vai muito além do voo.
Bem-vinda de volta, Tenente Emília", escreveu a PMMG.
Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos
O tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre também morreu na queda da aeronave. Natural de Belo Horizonte, ele tinha 49 anos e integrava a Polícia Militar de Minas Gerais. O tenente-coronel deixa a esposa e três filhos.
Alice dos Santos, de 34 anos
A tenente Alice dos Santos tinha 34 anos, era natural de Governador Valadares, no Leste de Minas, e também estava a bordo da aeronave. Ela não tinha filhos e, assim como Gabriel Emília, acumulava mais de 300 horas de voo.
Aeronave da PM cai em Ipatinga (MG)
A aeronave da Polícia Militar, um King Air B300, identificado como Pégasus 17, de prefixo PP-EJO, caiu pouco depois de decolar do Aeroporto Regional do Vale do Aço, na tarde desta sexta-feira (9).
Com a queda, o avião explodiu e formou uma grande coluna de fumaça preta, visível a distância. Duas viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender à ocorrência.
O acidente aconteceu às margens do córrego Garrafinha, entre o muro do aeroporto e o loteamento Cidade Jardim, em Santana do Paraíso.
Horas antes, a aeronave havia decolado do hangar da PMMG no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. O avião era utilizado pela corporação em missões como o transporte de órgãos para transplantes.
Cenipa vai investigar o caso
Em nota, a “Força Aérea Brasileira (FAB)” informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram mobilizados para acompanhar o caso.
“Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) — órgão regional do CENIPA, com sede no Rio de Janeiro (RJ) — foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PP-EJO, na Região Metropolitana do Vale do Aço (MG)”, diz o comunicado.
“Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação”, completa o texto.
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