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Viaduto de BH receberá guarda-corpo para evitar novas mortes em manifestações

Em protestos de 2013, dois jovens morreram ao cair do viaduto José Alencar, na Pampulha

Minas Gerais|Márcia Costanti,do R7

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Viaduto foi palco de cenas trágicas durante protestos em 2013
Viaduto foi palco de cenas trágicas durante protestos em 2013

Na próxima segunda-feira (19), o Viaduto José Alencar, na av. Antônio Carlos, região da Pampulha, em Belo Horizonte, passará por intervenções. O local receberá guarda-corpos, com o objetivo de evitar novas quedas como as que ocorreram durante as manifestações de junho de 2013. Douglas Henrique de Oliveira Souza, de 21 anos e Luiz Felipe Aniceto de Almeida, 22, morreram após caírem do local enquanto participavam dos protestos. Outras quatro pessoas ficaram feridas.

A obra é o resultado de um acordo firmado entre o Ministério Público de Minas Gerais e a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da regional Pampulha. A decisão foi tomada em reunião realizada na última quarta-feira (14) pela Comissão de Prevenção à Violência em Manifestações Populares, grupo criado no ano passado. Ainda não há mais informações sobre a estrutura.


Outras medidas de segurança foram anunciadas pela comissão. Nos dias de jogos da Seleção Brasileira e outras partidas que forem realizadas em Belo Horizonte, todos as pessoas que forem detidas durante as manifestações deverão ser levadas para a sede da Delegacia Regional Noroeste, no bairro Alípio de Melo. Envolvidos em crimes considerados de menor potencial ofensivo serão tratados pelo Juizado Especial Criminal, que terá esquema de plantão.

Já denúncias referentes à possíveis excessos dos policiais devem ser encaminhadas para a Casa dos Direitos Humanos, organização ligada à Sedese (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social).


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Na época dos atos populares na capital mineira, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros chegaram a se reunir para debater soluções para o viaduto. As duas corporações chegaram a cogitar a utilização de tapumes de madeira para fechar os vãos que ocasionavam os acidentes. No entanto, esta possibilidade foi descartada, já que os pedaços de madeira poderiam ser usados por vândalos como arma de confronto.


A reunião contou com a participação do coordenador de Inclusão e Mobilização Sociais, promotor de Justiça Paulo César de Lima; da coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos e Apoio Comunitário, promotora de Justiça Nívia Mônica da Silva, e do coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais de Execução Penal, do Tribunal do Júri e da Auditoria Militar (Caocrim), promotor de Justiça Marcelo Mattar.

Estiveram presentes tainda o subsecretário de Integração do Sistema de Defesa Social, Daniel Malard, o comandante de Policiamento Especializado da Polícia Militar de Minas Gerais, Coronel Antônio Carvalho, a comandante do policiamento de Belo Horizonte, coronel Cláudia Romualdo, entre outros representantes do poder público. 

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