Viadutos com problemas na avenida Pedro 1º têm erros de cálculo
Parâmetro antigo foi usado nos viadutos Monte Castelo, Oscar Niemeyer João Samaha
Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

Os três viadutos que apresentaram problemas na avenida Pedro 1º têm erros de cálculo. O resultado da vistoria feita pela empresa RCK, contratada pela Sudecap (Superintendência de Desenvolvimento da Capital), foi apresentado nesta sexta-feira (17).
Segundo Clemansur Chiabi, presidente do Ibape (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias em Engenharia), foi usado um parâmetro antigo nos projetos dos viadutos Monte Castelo, Oscar Niemeyer e no elevado da avenida João Samaha.
— O cálculo foi feito com um parâmetro anterior a 2014. Quando foi feita a verificação em cima da norma atual, percebeu-se alguma diferença nos parâmetros utilizados no cálculo.
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O projeto de reparo dos viadutos ainda não foi elborado. Com isso, não há previsão para o início das intervenções. A Consol, que elaborou o projeto, informou que a empresa está colaborando com a Sudecap para esclarecer todas as dúvidas em relação aos projetos.
Já a Cowan declarou que executou as obras de correção do viaduto Gil Nogueira, que apresentou desnível de 2,5 centímetros, com sucesso e que ainda não foi convocada pela prefeitura para tratar dos outros viadutos.
Outros viadutos
Em julho do ano passado, o viaduto Batalha dos Guararapes desabou matando duas pessoas e deixando outras duas feridas em Belo Horizonte. Até hoje, o inquérito da Polícia Civil apontando os responsáveis pela tragédia ainda não foi concluído. Entretanto, o Ministério Público apontou que houve falhas de projeto, execução e fiscalização.
A partir desta conclusão, o promotor Eduardo Nepomuceno acredita que houve responsabilidade da Consol, empresa que elaborou o projeto; da Cowan, empresa executora da obra; e também da Sudecap, que fiscaliza as obras na capital mineira.
Outro viaduto que apresentou problemas na capital mineira foi o Montese. A estrutura precisou ser interditada por nove meses em 2014 pois cedeu 30 centímetros. Na ocasião, a Prefeitura de BH descartou qualquer risco de queda.















