Logo R7.com
RecordPlus

Vias importantes de BH estão mais lentas e BHTrans sugere desvios

Destruição deixada pelos temporais na capital mineira no fim de janeiro afetou o perfil do trânsito; mudanças podem se prolongar até o mês de maio

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

  • Google News
Obras na av. Teresa Cristina devem terminar em maio
Obras na av. Teresa Cristina devem terminar em maio

As chuvas que atingiram Belo Horizonte em janeiro deixaram para trás, além de destruição, um trânsito mais lento para o motorista da cidade. De acordo com a BHTrans (Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte), os reflexos são percebidos na avenida Amazonas e Via Expressa, que recebem os carros que deixaram de passar pela avenida Teresa Cristina, destruída nos temporais.

Outra área afetada é a do Anel Rodoviário, na altura do bairro João Pinheiro, na região Noroeste da cidade, que tem enfrentando lentidão devido aos estragos deixados na avenida Vereador Cícero Idelfonso, que dá acesso à BR-040.


Quem percebeu as mudanças deve se acostumar com a situação, pelo menos, até maio - prazo estipulado pela Secretaria Municipal de Obras para conclusão da recuperação da avenida Teresa Crisitina. Já para na Vereador Cícero Idelfonso, a Prefeitura espera conseguir colocar o novo asfalto nos próximos dias, mas o serviço depende "das condições climáticas".

Veja as vias com interdição, sobrecarregadas e dicas de desvios:


José Pereira Silveira, gerente de um posto de combustíveis localizado no trecho interditado da avenida Teresa Cristina, reclama que sofre há mais de um mês com os transtornos na região. O homem conta que precisa deixar o carro em uma rua afastada e andar cerca de cinco minutos a pé para chegar ao trabalho.

Silveira lamenta, ainda, que conversa diariamente com os operários da obra para saber quando a situação será normalizada, mas não tem uma reposta satisfatória.


— Estamos indignados. Eles fecham a avenida e dizem que têm que esperar secar o solo e que a chuva impede o trabalho. Todo dia é uma previsão diferente.

Paciência


Anderson Leal, gerente de ação regional Barreiro e Oeste da BHTrans, explica que equipes monitoram presencialmente e por câmeras todas as áreas com interdição e retenções na cidade. Com isto, é possível, por exemplo, ajustar o tempo dos semáforos nas ruas mais sobrecarregadas. Ainda assim, os motoristas precisam ter cautela até que o fluxo volte ao normal, ao final das obras. 

— Paciência é a palavra. O motorista precisa se organizar e sair um pouco mais cedo de casa. Outra coisa: não forcem passagem onde está interditado. Isto é perigoso e pode causar outros problemas.

Ao todo, a prefeitura realiza ações de reparação em 268 pontos na cidade, mas a maior parte deles fica em ruas locais que não interferem tanto no cotidiano da população.

Paulo Rogério Monteiro, mestre em engenharia de transporte e professor do Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica), defende que em casos de obras inesperadas como as que estão sendo realizadas, a melhor solução é liberar primeiro as vias que afetam mais pessoas, assim como tem feito a prefeitura. Nos primeiros dias após o temporal, ruas da região Centro-Sul passaram por uma força-terefa de recuperação.

— Quando se tem obras na cidade inteira e em corredores principais, a questão é quanto tempo dura essa alteração [no trânsito]. A principal coisa é encurtar o tempo de obra. Agilizá-la e cessar logo a redução da capacidade da via.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.