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Viciada em analgésicos é suspeita de dar cano em motoristas de BH

Ela fazia boa proposta de trabalho para levá-la a outras cidades para consultas

Minas Gerais|Do R7

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A polícia está à procura de uma mulher que seria viciada em analgésicos e teria aplicado um golpe, em pelo menos dez motoristas, em Belo Horizonte, para conseguir tomar o medicamento. A suspeita, Míriam Aparecida Camargo, se apresenta como advogada, contrata os motoristas pela internet e depois de rodar centenas de quilômetros diz que não vai pagar.

A mulher escolhia os motoristas que anunciavam os serviços em um site de comércio eletrônico. Ela oferecia uma boa proposta de emprego. O salário era de R$3.000, carteira assinada e pagamento para os gastos com combustível. Segundo uma das vítimas, que não quis ser identificada, desde o primeiro contato, Míriam já fazia prometia oportunidades de crescimento profissional.


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— Ela falou que se eu fosse um bom motorista, ela me levaria e junto com minha família para trabalhar com ela no exterior.


O trabalho do motorista era levar a suposta advogada a hospitais do interior de Minas Gerais e de outros Estados para que ela consultasse e tomasse um medicamento. Os motoristas rodavam centenas de quilômetros por dia para levá-las aos postos de saúde e hospitais de saúde públicos. Segundo eles, ela seria viciada no analgésico à base de petidina.

— Cheguei até a conversar com um dos médicos de Abaeté. Ele me disse para tomar cuidado com ela pois ela é viciada neste medicamento.


Apenas após uma semana de trabalho, os motoristas desconfiavam do golpe. Com isso, eles já acumulavam um prejuízo próximo a R$1.500. E quando cobravam da suspeita, ela os respondia com grosseria. O golpe começou a ser desvendado com a ação de um dos motoristas lesados pela mulher. Ele resolveu mandar mensagem para os outros motoristas que ofereciam serviços por meio do site, alertando sobre a farsa. Para surpresa dele, outros 10 colegas de profissão já haviam sido lesados. Então eles se reuniram e e denunciaram o caso no polícia.

Após registrarem o boletim de ocorrência, os homens descobriram que a suspeita já era conhecida pela polícia. Segundo o delegado Daniel Guimarães, da Polícia Civil, é hábito cometer tais tipos de golpes.


— Ela possui diversas passagens pela polícia. Por furto qualificado, estelionato e associação criminosa.

De acordo com a polícia, será aberto um inquérito para investigar os novos casos envolvendo a Miriam.

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