Viúva de fiscal da prefeitura de BH culpa amante por assassinato
Delegado avalia que informações da mulher são contraditórias
Minas Gerais|Do R7

A viúva do fiscal da Prefeitura de Belo Horizonte morto por um policial civil, Iorque Leonardo Barbosa Júnior, afirmou em depoimento não ter envolvimento do assassinato e culpou o ex-amante pelo crime.
De acordo com a assessoria da Polícia Civil, Alessandra Lúcia Pereira Lima confirmou que teve um relacionamento extraconjugal com o investigador Ernandes Moreira Santos. Porém, a mulher alega que quando tentou terminar o namoro recebeu uma série de ameaças do policial contra ela e o marido.
Segundo o delegado Rodrigo Bossi, responsável pelo caso, as alegações de Alessandra são contraditórias, pois mesmo após a morte do marido ela teria continuado o namoro com Santos.
Alessandra e outros dois suspeitos, os irmãos Flávio de Matos Rodrigues e Otávio de Matos Rodrigues, estão presos. Ernandes Moreira Santos está detido na Casa de Custódia do Policial Civil e deve ser ouvido nos próximos dias. O investigador se entregou à polícia nesta quarta-feira (6).
Entenda o caso
Júnior foi executado com sete tiros na cabeça no dia 18 de fevereiro deste ano, no bairro Padre Eustáquio, região noroeste de Belo Horizonte.
Segundo o relato de testemunhas, o funcionário da PBH saía de casa por volta de 7h e seguia para um ponto de ônibus na av. Ressaca, onde pegaria ônibus para ir ao trabalho. No caminho, no entanto, ele foi abordado pelo autor do crime, que o chamou pelo nome e efetuou vários disparos em sua direção. A dupla que foi presa, Otávio e Flávio Rodrigues, são irmãos do policial civil e donos da oficina mecânica onde o carro foi encontrado.
O casal planejou o assassinato do fiscal para receber a herança da vítima. Com a morte do marido, a mulher passou a ganhar uma pensão de R$ 15 mil. Ela ainda receberia mais R$ 120 mil e um apartamento avaliado em R$ 420 mil. Alessandra negou envolvimento no assassinato.















