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Moro diz que criminalidade poderia ser menor com pacote anticrime

Durante entrevista à Jovem Pan, o ministro da Justiça e Segurança Pública destacou a queda nos números de homícidios e da aprovação de proposta

Política|Raphael Fernandes*, do R7

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Moro disse que Lula faz parte do passado
Moro disse que Lula faz parte do passado

Em entrevista à rádio Jovem Pan na manhã desta quarta-feira (4), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, destacou a queda dos índices de crimes em 2019, mas ressaltou que os números poderiam ser ainda melhores com a aprovação da proposta.

Leia mais: Moro defenderá prisão em segunda instância no Senado nesta quarta

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“O governo encaminhou o projeto, nós acreditamos nele. Temos visto os índices de criminalidade serem reduzidos desde o começo do ano, em uma ação relevante dos governos estaduais e do governo federal, mas achamos que poderíamos melhorar muito o quadro da justiça e segurança pública caso fosse aprovado o projeto. Depois do encaminhamento, no entanto, a responsabilidade cabe ao Congresso, que controla a pauta dele. Nós esperamos respeitosamente que seja aprovado”.

De acordo com o ministro, até setembro os homicídios diminuiram 22%. “Nós poderemos fazer muito mais pela segurança pública. Não queremos levantar troféu, mas sim aprovar um projeto bom para a população já que, apesar da redução dos índices criminais, eles inda estão muito elevados”, disse.

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Parcialidade no julgamento contra Lula

Durante a entrevista, Sergio Moro aproveitou para criticar a suposição de que sua decisão no julgamento contra o ex-presidente Lula, no caso do triplex do Guarujá, teria sido parcial. 

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"É uma fantasia, uma farsa esse tipo de argumento. Eu não estou preocupado com esse julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal), que é um tribunal de grande força, que faz um trabalho relevante. Mas a tese da defesa [de Lula] não corresponde com a realidade dos fatos”, afirmou. “O que se argumenta, ali, é que eu teria tido alguma atuação parcial, com objetivo político-partidário. A tese [da defesa] é complicada porque a minha sentença foi confirmada pelo Tribunal Regional da Quarta Região e pelo Supremo Tribunal de Justiça. Então assim, eu teria sido parcial, mas e os demais? Porque confirmaram a sentença?", indagou o ministro.

Moro também argumentou que na época do julgamento não conhecia Jair Bolsonaro e disse que essa alegação é uma "farsa grotesca". "Em segundo lugar, com todo o respeito, essa alegação é uma farsa grotesca da realidade. Eu sequer conhecia o presidente [Jair Bolsonaro] antes de me encontrar com ele pessoalmente em 1º de novembro de 2018, enquanto proferi a sentença de Lula em 2017. Então é algo impossível. A única situação diferente foi encontrar Bolsonaro em um aeroporto em 2016, isso foi até filmado, eu o cumprimentei rapidamente. Tenho o costume de dizer que o ex-presidente Lula faz parte do meu passado e prefiro que fique lá”.

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Segunda instância

Sergio Moro evitou fazer críticas ao ser questionado sobre a possibilidade de atuação do Congresso Nacional para que a prisão após segunda instância seja permitida. 

"A meu ver, essa é uma questão urgente. Se o Congresso quer mudar a regra, como o Supremo sinalizou que poderia, não vejo motivo pra não fazer agora. Se tem maioria, se tem vontade de fazer, faça, então. Mas ressalto que a decisão cabe exclusivamente ao Congresso e nós respeitaremos”, afirmou.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Ingrid Alfaya

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