Flávio perde credibilidade ao escrever ‘presidente eleito’ e depois alterar para ‘líder’, avaliam aliados
Aliados políticos consideram episódio de carta ‘muito ruim’ e veem perda de força como líder da oposição

A carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criou um clima de constrangimento entre aliados políticos. Ao se colocar como “presidente eleito” e depois mudar para “líder”, ficou claro como o termo usado provocou estragos na imagem do senador, que conquistou quase 60 milhões de votos no segundo turno das eleições no domingo.
Outro ponto questionado por aliados políticos é a menção à fraude nas eleições sem a apresentação de evidências.
A votação expressiva do presidente Lula causou, sim, perplexidade entre integrantes do PL, mas todos evitaram falar em fraude sem ter provas. O partido já reconheceu o resultado, e existe uma preocupação de que questionamentos sem respaldo possam provocar punições e processos jurídicos.
Os aliados dizem que Flávio Bolsonaro deveria ter se posicionado apenas como perseguido político e que deveria ter buscado provas antes de qualquer questionamento sobre a lisura do processo eleitoral.
Esse novo episódio e a saída para os Estados Unidos enfraquecem a posição de Flávio Bolsonaro como líder da oposição.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é apontado por políticos ouvidos pelo Blog como a principal esperança da direita a partir de agora.
Segundo essas fontes, a expectativa é de que Tarcísio, Rogério Marinho e Nikolas Ferreira possam liderar o bloco.
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