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PGR: relatórios da Abin a Flávio Bolsonaro constam em inquérito

Dados teriam sido produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência para auxiliar a defesa do senador no caso das 'rachadinhas'

Política|Do R7

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Flávio Bolsonaro é suspeito de ter desviado salários de servidores da Alerj
Flávio Bolsonaro é suspeito de ter desviado salários de servidores da Alerj

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou neste sábado, 12, que a apuração sobre os relatórios produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para auxiliar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das 'rachadinhas' será conduzida no âmbito do inquérito sigiloso aberto no final do mês passado para investigar se houve mobilização das estruturas do governo para ajudar o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro a se livrar das suspeitas de desvios de salários de funcionários nos tempos em que foi deputado estadual no Rio.

Leia mais: GSI nega uso da Abin para orientar defesa de Flávio Bolsonaro

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"As novas informações divulgadas sobre o caso foram juntadas à notícia de fato já instaurada na PGR. Não há informação disponível sobre o andamento da Notícia de Fato por se tratar de procedimento interno sigiloso. Sobre os fatos novos, a PGR deverá receber representações já anunciadas por parlamentares em redes sociais, irá analisá-las e se manifestar oportunamente", diz a nota da PGR.

A apuração foi aberta a pedido da deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) na esteira de uma reunião entre o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, o diretor da Abin, Alexandre Ramagem, o presidente Jair Bolsonaro e os advogados de Flávio em setembro. Na ocasião, a petista acionou a Procuradoria-Geral da República imputando crimes de advocacia administrativa e tráfico de influência aos participantes do encontro.

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Outros pedidos no mesmo sentido chegaram à PGR depois que a revista Época revelou a existência de dois relatórios da Abin sugerindo elementos para anular a investigação contra Flávio Bolsonaro. Nos documentos, aponta a reportagem, a agência detalha o funcionamento de suposta organização criminosa na Receita Federal que, segundo a defesa de Flávio, teria feito uma devassa nos dados fiscais do senador. Em um dos documentos, a finalidade descrita é 'Defender FB no caso Alerj'.

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Entre as sugestões listadas pela inteligência estão a demissão de servidores do Fisco e da Controladoria-Geral da União (CGU), órgão responsável pela fiscalização da administração pública. De acordo com a Época, os relatórios foram enviados em setembro, por WhatsApp, a Flávio, que os repassou aos seus advogados.

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Em novembro, após pouco mais de dois anos de investigação, Flávio foi denunciado pelo Ministério Público do Rio, ao lado de outras 16 pessoas, por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Cabe agora à Justiça decidir se aceita a denúncia e torna o grupo réu em um eventual processo criminal. Desde que passou a correr em segundo grau, depois que o Tribunal de Justiça do Rio decidiu que o senador tem direito ao foro privilegiado, o caso corre sob relatoria do desembargador Milton Fernandes de Souza. O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda pode devolver o inquérito para primeira instância: os ministros vão decidir em uma ação apresentada pela Rede Sustentabilidade.

Com a palavra, a Procuradoria-Geral da República

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"As novas informações divulgadas sobre o caso foram juntadas à notícia de fato já instaurada na PGR. Não há informação disponível sobre o andamento da Notícia de Fato por se tratar de procedimento interno sigiloso. Sobre os fatos novos, a PGR deverá receber representações já anunciadas por parlamentares em redes sociais, irá analisá-las e se manifestar oportunamente."

Gabinete de Segurança Institucional

"O GSI reitera, na íntegra, a Nota à Imprensa, de 23 Out 2020, em que afirmou que não realizou qualquer ação decorrente, por entender que, dentro das suas atribuições legais, não lhe competia qualquer providência a respeito do tema.

As acusações são desprovidas de veracidade, se valem de falsas narrativas e abordam supostos documentos, que não foram produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência"

Abin

A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) não divulgará nota sobre o tema, que já teve os esclarecimentos necessários feitos pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

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