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Campanha de Lula tenta reabrir ponte com Ciro Nogueira após desgaste no Piauí

Guimarães e Edinho buscam Hugo Motta como interlocutor; Ciro diz ao blog que federação decidirá posição no 2º turno em 6 de outubro

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A campanha de Lula busca reabrir diálogo com Ciro Nogueira visando um possível segundo turno.
  • Houve desgaste na relação após Lula pedir votos para adversários de Ciro no Piauí.
  • Ciro Nogueira decidirá sobre a neutralidade da federação em reunião em 6 de outubro.
  • Composições estaduais influenciarão nas negociações de apoio no segundo turno.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula e Ciro Nogueira
Lula pediu votos a rivais de Ciro nas eleições deste ano Montagem - Dave Sanders/Pool via Reuters e Edilson Rodrigues/Agência Senado

A campanha do presidente Lula tenta reabrir o diálogo com Ciro Nogueira (PP-PI) de olho em um eventual segundo turno, diante da possibilidade do fim da neutralidade da Federação União Progressista. Além de procurar diretamente o senador, o ministro José Guimarães e o presidente do PT, Edinho Silva, buscam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ajudar na interlocução.

A relação sofreu desgaste depois da passagem de Lula por Teresina. Havia nos bastidores uma expectativa de não agressão no Piauí, mas, no ato de 9 de setembro, o presidente pediu voto explicitamente para os dois adversários de Ciro ao Senado, Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), e afirmou que não aceitava “vira-lata” ao seu lado.

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A declaração repercutiu entre aliados de Ciro e passou a pesar nas conversas sobre a posição da Federação União Progressista em um eventual segundo turno.

Ao blog, Ciro afirmou que a decisão sobre o fim ou não da neutralidade será tomada em uma reunião da federação marcada para 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno. Presidente nacional do PP e vice-presidente da federação, o senador deve defender, no encontro, apoio a Flávio Bolsonaro (PL).

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No Planalto e na campanha, porém, a avaliação é que o posicionamento dos partidos do centrão não estará definido apenas pela disputa presidencial.

As composições nos estados terão peso nas negociações. Por isso, aliados de Lula avaliam que será preciso esperar o resultado do primeiro turno e saber onde haverá segundo turno para os governos estaduais, antes de medir quais apoios poderão ser atraídos nacionalmente.

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Foi justamente essa lógica regional que ajudou a sustentar a neutralidade da União Progressista no primeiro turno: a federação liberou seus integrantes para fazer alianças diferentes nos estados.

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