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Estados Unidos classifica mais dois cartéis mexicanos como terroristas

Washington intensifica combate ao crime organizado transnacional

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Créditos: Imagem/Divulgação Vanity Brasil

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (15/7) a inclusão do Cartel de Juárez e de Los Viagras na lista de organizações terroristas estrangeiras e de terroristas globais especialmente designados. A medida foi oficializada pelo Departamento do Tesouro, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), marcando uma escalada na abordagem de Washington ao combate ao crime organizado transnacional.

A decisão reforça a política adotada pelos Estados Unidos de utilizar os mesmos mecanismos legais aplicados a grupos terroristas para combater organizações criminosas de grande porte. Com esta atualização, os dois cartéis deixam de ser enquadrados apenas na ordem executiva destinada ao combate ao tráfico internacional de drogas, passando a integrar as categorias de Organização Terrorista Estrangeira (FTO) e Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT).


Nos registros atualizados do OFAC, o Cartel de Juárez também aparece identificado por outras denominações, incluindo Organização Vicente Carrillo Fuentes (VCFO), Organização de Tráfico de Drogas Carrillo Fuentes, La Línea e Barrio Azteca. Essa diversidade de nomes sublinha a complexidade e a abrangência das operações do grupo que agora enfrenta uma classificação mais rigorosa por parte das autoridades norte-americanas.

Similarmente, Los Viagras são relacionados ainda pelas denominações Cartel de Los Viagras, Cartel Los Viagras e Los Blancos de Troya. Com esta nova classificação, o número total de organizações criminosas mexicanas enquadradas pelos Estados Unidos como organizações terroristas sobe para oito, incluindo grupos como o Cartel de Sinaloa, o Cartel de Jalisco Nova Geração (CJNG), o Cartel del Noreste, o Cartel del Golfo, La Nueva Familia Michoacana e Cárteles Unidos, que já figuravam na lista.

Esta medida também amplia a estratégia adotada recentemente pelos Estados Unidos para o enfrentamento ao crime organizado em outros países da América Latina. Em maio deste ano, Washington já havia classificado o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), ambas facções brasileiras, como organizações terroristas. Elas passaram a integrar a mesma estrutura jurídica utilizada contra cartéis mexicanos, grupos armados colombianos como ELN, FARC-EP e Segunda Marquetalia, além do Sendero Luminoso, no Peru, e de organizações transnacionais como o Tren de Aragua e a Mara Salvatrucha (MS-13).

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