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Ásia muda regras: China facilita entrada de brasileiros, enquanto Japão endurece residência

Continente está mais aberto para turistas, mas cada vez mais seletivo para quem pretende trabalhar ou morar

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A China prorrogou a isenção de visto para brasileiros até 31 de dezembro de 2026, permitindo entradas sem visto por até 30 dias para turismo, negócios e intercâmbios.
  • O Japão mantém a entrada facilitada para turistas brasileiros por até 90 dias, mas endureceu as regras para residência permanente a partir de 2026.
  • A Coreia do Sul ampliou o programa Top-Tier Visa para atrair profissionais altamente qualificados nas áreas de ciência e tecnologia.
  • A Tailândia e a Indonésia oferecem facilidades de entrada para brasileiros, mas reforçam a importância do uso correto das categorias migratórias para atividades específicas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mudanças nas políticas de vistos e imigração dos países asiáticos afeta brasileiros Foto de Magnific

A Ásia está redesenhando suas políticas de vistos e imigração em 2026, e algumas das mudanças atingem diretamente os brasileiros que pretendem viajar, trabalhar, investir ou construir uma vida no continente.

O movimento, porém, acontece em diferentes direções. Enquanto alguns países facilitam a chegada de turistas, empresários e visitantes de curta duração, outros aumentam a seletividade quando o assunto é trabalho, residência permanente e imigração de longo prazo.


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China, Japão, Coreia do Sul, Tailândia e Indonésia ajudam a revelar uma tendência que deve ganhar força nos próximos anos: fronteiras mais acessíveis para determinados visitantes, mas sistemas migratórios cada vez mais segmentados de acordo com o perfil do estrangeiro, a finalidade da viagem e o interesse econômico de cada país.

Para os brasileiros, 2026 já trouxe mudanças importantes.


China mantém brasileiros sem visto até o fim de 2026

Uma das principais novidades está na China. O governo chinês prorrogou até 31 de dezembro de 2026 sua política unilateral de isenção de visto para cidadãos de dezenas de países, entre eles o Brasil.

Na prática, brasileiros portadores de passaporte comum podem entrar na China sem solicitar visto previamente e permanecer por até 30 dias, desde que a viagem esteja enquadrada nas finalidades autorizadas. A medida contempla turismo, negócios, visita a familiares ou amigos, intercâmbios e trânsito.


A facilidade representa uma mudança importante na mobilidade entre Brasil e China. O país asiático é um dos principais parceiros comerciais brasileiros e, ao retirar a necessidade de visto prévio para determinadas viagens de curta duração, cria novas possibilidades não apenas para turistas, mas também para empresários e profissionais que participam de reuniões, feiras, eventos e intercâmbios autorizados.

Existe, porém, uma diferença fundamental que o viajante precisa compreender: isenção de visto não significa autorização para trabalhar.


O brasileiro que entra na China beneficiado pela isenção não recebe automaticamente autorização para exercer atividade profissional remunerada. Para trabalhar legalmente no país, é necessário observar as regras específicas aplicáveis ao emprego de estrangeiros, incluindo as autorizações migratórias e de trabalho exigidas para cada atividade.

Viajar à China para participar de uma reunião de negócios é uma situação diferente de ser contratado por uma empresa chinesa. Utilizar uma facilidade de entrada destinada a turismo ou negócios para exercer atividade incompatível com o status migratório pode gerar problemas com as autoridades locais.

Japão deixa residência permanente mais rigorosa

No Japão, o cenário apresenta outro contraste. Para o turista brasileiro, a entrada continua facilitada. Brasileiros com passaporte eletrônico compatível com os padrões internacionais podem viajar ao país sem visto para estadias de curta duração de até 90 dias, observadas as condições migratórias aplicáveis.

A isenção para brasileiros entrou em vigor em 2023 e continua representando uma importante facilidade para turismo, visitas e determinadas atividades de curta duração. Para quem pretende transformar a viagem em uma permanência definitiva, entretanto, o cenário é diferente.

Em 24 de fevereiro de 2026, a Agência de Serviços de Imigração do Japão revisou suas diretrizes relacionadas à autorização de residência permanente. O estrangeiro precisa demonstrar o cumprimento de uma série de requisitos, que podem envolver boa conduta, estabilidade da vida no país e cumprimento adequado das obrigações públicas.

Como regra geral, também existe uma exigência significativa de residência contínua anterior no Japão, embora existam exceções destinadas a determinadas categorias de estrangeiros.

A mudança ajuda a mostrar uma característica que vem se repetindo em diferentes países asiáticos: a entrada de turistas pode ser facilitada ao mesmo tempo em que os critérios para residência de longo prazo se tornam mais rigorosos.

Japão precisa de trabalhadores estrangeiros

A discussão ganha ainda mais importância diante da realidade demográfica japonesa. O envelhecimento da população e a redução da força de trabalho transformaram a imigração em uma questão estratégica para o futuro econômico do país.

O Japão precisa de trabalhadores em diferentes setores, mas também busca ampliar o controle sobre a integração e a permanência de estrangeiros. O resultado é um sistema que procura equilibrar a necessidade de mão de obra com critérios mais detalhados para determinadas modalidades de residência.

Para brasileiros que vivem no Japão ou planejam construir uma trajetória profissional no país, acompanhar as mudanças nas regras migratórias é fundamental. Turismo, trabalho e residência permanente são categorias diferentes, e cada uma possui requisitos próprios.

Coreia do Sul amplia disputa por profissionais altamente qualificados

A Coreia do Sul está seguindo uma estratégia diferente: atrair profissionais considerados estratégicos para sua economia.

Em 2026, o país ampliou o chamado Top-Tier Visa Program (Programa de Visto para Talentos de Alto Nível), mecanismo criado para facilitar a atração de profissionais internacionais altamente qualificados. A partir de 1º de junho de 2026, o programa foi expandido para áreas relacionadas à ciência e tecnologia.

Pesquisadores, cientistas e profissionais com qualificações excepcionais podem, desde que cumpram os requisitos estabelecidos pelas autoridades, ser enquadrados no programa.

A iniciativa faz parte de uma disputa que deixou de ocorrer apenas entre empresas. Agora, os próprios países competem por talentos internacionais. Profissionais ligados à inteligência artificial, semicondutores, engenharia, pesquisa científica, biotecnologia e outras áreas estratégicas passaram a ter enorme importância econômica.

O Top-Tier Visa pode proporcionar ao profissional elegível acesso ao status de residente F-2, além de benefícios relacionados à permanência de familiares, conforme as regras aplicáveis.

Para brasileiros com formação especializada, esse movimento pode representar novas oportunidades. Mas existe uma regra básica: uma oportunidade profissional não substitui a autorização migratória necessária para exercer o trabalho.

Tailândia mantém condição especial para brasileiros

A Tailândia também revisou em 2026 seu sistema de entrada de estrangeiros, incluindo modalidades de isenção de visto e Visa on Arrival (visto concedido na chegada).

Uma informação particularmente importante para brasileiros é que Brasil e Tailândia possuem um acordo bilateral que permite estadias de até 90 dias sem visto, observadas as condições estabelecidas pelas autoridades dos dois países.

O Brasil aparece entre as nacionalidades contempladas por esse acordo, colocando os brasileiros em uma situação diferente da regra geral de isenção de 30 dias aplicada a diversas outras nacionalidades.

Para quem pretende conhecer Bangkok, Phuket, Chiang Mai, Krabi e outros destinos tailandeses, a facilidade representa uma vantagem importante. Ainda assim, o viajante deve verificar as condições de entrada antes do embarque, porque regras migratórias podem ser atualizadas.

E existe novamente uma diferença fundamental: permanecer como visitante não significa possuir autorização automática para trabalhar na Tailândia.

Indonésia mantém facilidades, mas exige atenção ao tipo de visto

A Indonésia completa esse novo cenário migratório asiático. O país possui diferentes modalidades de entrada para estrangeiros, incluindo mecanismos de Visa on Arrival – VoA (Visto na Chegada) e vistos eletrônicos.

O Brasil está entre as nacionalidades contempladas pelas facilidades disponibilizadas pela imigração indonésia, conforme a modalidade de entrada aplicável.

O Visa on Arrival tradicional permite uma permanência inicial de até 30 dias e pode, de acordo com a categoria e as regras vigentes, ser prorrogado por mais um período. A taxa oficial informada para essa modalidade é de 500 mil rúpias indonésias.

Destinos como Bali, Jacarta e Lombok transformaram a Indonésia em um dos grandes polos turísticos da Ásia. Ao mesmo tempo, o governo reforça a necessidade de que estrangeiros utilizem a categoria migratória correspondente à atividade que realmente exercerão.

Turismo, negócios, investimento, estudo e trabalho possuem finalidades migratórias diferentes.

Ásia está selecionando melhor quem entra e por quanto tempo permanece

Quando China, Japão, Coreia do Sul, Tailândia e Indonésia são analisados conjuntamente, surge um cenário mais amplo. A Ásia não está simplesmente abrindo ou fechando suas fronteiras. Os países estão selecionando de maneira mais estratégica quem entra, por que entra e por quanto tempo pretende permanecer.

Turistas movimentam hotéis, restaurantes, companhias aéreas, comércio e serviços. Empresários geram negócios. Investidores levam capital. Pesquisadores ajudam a desenvolver tecnologia. Profissionais altamente qualificados contribuem para setores estratégicos e trabalhadores estrangeiros podem ajudar a enfrentar a escassez de mão de obra.

Já a residência permanente cria uma relação muito mais profunda entre o estrangeiro e o país. Por isso, governos tendem a analisar com maior rigor fatores como histórico migratório, estabilidade financeira, cumprimento de obrigações, qualificação profissional e respeito às leis locais.

O que muda para brasileiros que pretendem viajar pela Ásia?

Para quem pretende apenas viajar, o cenário de 2026 apresenta facilidades importantes.

Na China, brasileiros podem entrar sem visto por até 30 dias para as finalidades autorizadas pela política vigente até 31 de dezembro. No Japão, brasileiros elegíveis continuam dispensados de visto para viagens de curta duração de até 90 dias.

Na Tailândia, o acordo bilateral permite estadias de até 90 dias sem visto, observadas as condições aplicáveis. Na Indonésia, existem modalidades como Visa on Arrival e vistos eletrônicos que facilitam determinadas viagens de turismo.

A Coreia do Sul, além de receber turistas, vem fortalecendo mecanismos voltados à atração de profissionais altamente qualificados.

O cenário muda quando o objetivo deixa de ser simplesmente viajar.

Quer trabalhar na Ásia? O visto de turista pode não servir

Esse é um dos principais alertas para brasileiros interessados em oportunidades profissionais no continente.

Um país dispensar o brasileiro de visto para turismo não significa que ele possa trabalhar livremente naquele território. Da mesma forma, possuir um visto de visitante não significa ter autorização para aceitar um emprego.

Cada país estabelece categorias específicas para atividades profissionais. Dependendo do destino e da profissão, podem ser exigidos contrato de trabalho, empresa patrocinadora, comprovação acadêmica, experiência profissional, autorização de trabalho e uma categoria específica de visto ou residência.

Por isso, antes de aceitar uma proposta profissional, o brasileiro deve verificar qual autorização permite exercer legalmente aquela atividade e se a empresa contratante participa do processo migratório.

Também é importante entender se o status escolhido permite levar cônjuge e filhos e se existe algum caminho futuro para residência permanente.

Turismo mais simples, imigração mais estratégica

As mudanças de 2026 mostram que o continente asiático está entrando em uma nova fase migratória. A China facilita a entrada de brasileiros, enquanto o Japão mantém a facilidade para turistas, mas aumenta o rigor relacionado à residência permanente.

A Coreia do Sul procura profissionais altamente qualificados, a Tailândia mantém uma condição especialmente favorável aos brasileiros por meio de acordo bilateral e a Indonésia continua estimulando o turismo, mas reforça a importância do uso correto das categorias migratórias.

É uma transformação silenciosa, mas profunda.

Para quem deseja apenas conhecer a Ásia, alguns destinos estão mais acessíveis. Para quem pretende trabalhar, estudar, investir ou construir uma nova vida, entretanto, o planejamento migratório passa a ter peso ainda maior.

A tendência é clara: viajar pode ficar mais simples, enquanto morar e trabalhar exige cada vez mais qualificação, documentação e enquadramento correto na categoria migratória.

Para os brasileiros, acompanhar essas mudanças deixou de ser apenas uma questão burocrática. O tipo de visto, a finalidade da viagem e o tempo de permanência podem determinar não apenas se será possível entrar em determinado país, mas também quais atividades poderão ser realizadas legalmente durante a estadia.

As regras migratórias podem ser alteradas a qualquer momento. Antes de viajar, trabalhar ou solicitar uma residência, o passageiro deve confirmar as exigências diretamente nos canais oficiais do governo, da embaixada ou do consulado do país de destino.

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