Câmbio automático: como evitar problemas a longo prazo no seu carro
Carros automáticos já são maioria no Brasil: veja os cuidados essenciais para evitar problemas no câmbio
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os carros com câmbio automático se tornaram maioria no mercado brasileiro. Em 2025, 65% dos veículos novos vendidos no país já saíram de fábrica sem pedal de embreagem, consolidando uma mudança definitiva no perfil do consumidor.
Conforto, facilidade de condução e a evolução das transmissões automáticas explicam a preferência crescente.

Com a popularização de câmbio automático convencional, CVT e dupla embreagem, o consumo de combustível ficou mais próximo do dos modelos manuais, e os intervalos de manutenção passaram a ser mais longos.
Ainda assim, o uso incorreto e a falta de cuidados básicos continuam sendo as principais causas de falhas prematuras no câmbio automático, um dos componentes mais caros do veículo.
Troca de óleo do câmbio automático é fundamental
Diferente do que muitos motoristas imaginam, o câmbio automático também exige troca de óleo, ou fluido de transmissão.
Os intervalos são maiores do que os do motor e, em geral, variam entre 60 mil e 80 mil quilômetros, podendo ser menores dependendo do modelo, do tipo de transmissão e das condições de uso.

A recomendação é sempre consultar o manual do proprietário. Em carros usados, quando não há histórico claro de manutenção, a troca preventiva do fluido é indicada. O custo médio fica entre R$ 1.200 e R$ 1.500, valor baixo quando comparado ao reparo de um câmbio danificado.
Dirigir com suavidade aumenta a vida útil do câmbio
O câmbio automático foi projetado para trabalhar com trocas progressivas. Acelerações bruscas, reduções constantes e condução agressiva aumentam o desgaste interno da transmissão, principalmente em sistemas CVT e automatizados de dupla embreagem.

Manter uma condução linear e previsível ajuda a preservar embreagens, conversor de torque e componentes eletrônicos, reduzindo o risco de falhas ao longo do tempo.
Nunca engate o “P” com o carro em movimento
Um dos erros mais comuns é colocar a alavanca na posição “P” (Park) antes da parada total do veículo. Esse hábito força o mecanismo de travamento interno do câmbio automático e pode causar desgaste prematuro. A regra é simples: o carro deve estar completamente parado antes de acionar o “P”.

Usar o “N” no semáforo não é recomendado
Não há vantagem em colocar o câmbio automático em “N” (neutro) durante paradas rápidas, como em semáforos ou congestionamentos.
As transmissões modernas foram projetadas para permanecer a maior parte do tempo em “D” (Drive). Trocas frequentes entre “D” e “N” não reduzem consumo e podem comprometer a durabilidade do sistema no longo prazo.
Forma correta de estacionar evita sobrecarga no câmbio
Ao estacionar um carro com câmbio automático, especialmente em rampas, a sequência correta evita que o peso do veículo fique concentrado no travamento da transmissão.
O procedimento indicado é:
• parar completamente o veículo;
• selecionar a posição “N”;
• acionar o freio de estacionamento;
• só então engatar o “P”.
Essa prática ajuda a preservar os componentes internos do câmbio.
Sinais de desgaste merecem atenção imediata
Trancos, ruídos, demora nas trocas de marcha ou dificuldade ao engatar são sinais de alerta. Ignorar esses sintomas pode levar a danos mais graves e custos elevados de reparo.
Com manutenção preventiva e uso correto, o câmbio automático pode ter durabilidade igual ou até superior à do motor, garantindo conforto e menor custo ao longo da vida útil do veículo.
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