Civic híbrido supera Corolla e BYD King em tecnologia, porém cobra mais por isso
Sedã híbrido passou por atualizações, porém manteve conjunto e:HEV e passa a oferecer integração total com o sistema Google

O Honda Civic Híbrido 2026, que é importado da Tailândia, passou por algumas mudanças visuais, ajustes de equipamentos, mas manteve o sistema híbrido e:HEV.
O modelo chega às concessionárias por R$ 265 mil e segue como o sedã eletrificado mais avançado da marca no país, só que está longe de ter os números de vendas do Toyota Corolla e BYD King. C
laro, o motivo para o Civic não estar entre os três sedãs médios vendidos do país é certamente o valor, que pode ser até R$ 99 mil mais caro.

Visual moderno
O Civic Híbrido 2026 passa por um facelift que inclui alteração no conjunto óptico dianteiro e rodas de 17 polegadas redesenhadas, mantendo a plataforma já utilizada pela geração atual.
O sedã continua equipado com motor 2.0 aspirado de injeção direta combinado ao motor elétrico principal, que atua como responsável por praticamente toda a tração do veículo na maior parte do tempo.

Motorização e desempenho
O conjunto híbrido e:HEV utiliza o motor 2.0 a gasolina apenas como gerador em 99% das situações, o que é quase parecido do que acontece com o chinês da Stellantis, Leapmotor C10, só que o propulsor a combustão do sedã traciona as rodas, diferente do SUV vindo da China.
O trem de força a combustão entrega 143 cv e 19,1 kgfm a 4.500 rpm, enquanto o motor elétrico principal oferece 184 cv e 34,1 kgfm de torque imediato.
Todavia, a marca não divulga a potência combinada, sendo que o tempo de 0 a 100 km/h, fica na cada dos 7,8 s. A velocidade máxima é limitada a 180 km/h.

Segundo dados fornecidos pela marca, o modelo alcança cerca de 18,4 km/l em ciclo urbano e 15,9 km/l em estradas. Em condução moderada, o sedã pode registrar médias superiores, uma vez que durante os testes do R7-Autos Carros foi possível chegar aos 20 km/l no consumo médio.

Ademais, o sedã médio segue com ajustes firmes, resistindo às ruas brasileiras com conforto sem ser muito duro. O desempenho do modelo não é digno de um esportivo, só que quando é preciso fazer ultrapassagens ele não perde o fôlego.
E para ter um melhor desempenho econômico é bom utilizar o sistema ADAs, em que o carro vai tirar o melhor proveito do conjunto híbrido ao usar o controle de cruzeiro adaptativo.
Porta-malas e espaço interno
O porta-malas tem capacidade de 495 litros e conta com revestimento completo e rebatimento dos encostos traseiros por meio de alavancas internas.

O interior mantém espaço para cinco ocupantes, com três encostos de cabeça, cinto de segurança de três pontos para todos, Isofix e airbags frontais, laterais e de cortina. Há duas portas USB-C e saída de ar para os passageiros traseiros.

O sedã tem 4,67 metros de comprimento, 1,80 metro de largura, 1,43 metro de altura e 2,73 de entre-eixos.
Tecnologia e conectividade
A principal atualização do modelo está na adoção de uma central multimídia com sistema Google integrado. O usuário pode fazer login direto no veículo e acessar aplicativos como Google Maps e Google Assistente sem depender do smartphone, o que o torna mais prático para o dia a dia, embora a central conecte com fio ou via Bluetooth com Android Auto e Apple CarPlay sem engasgos.

Como todo carro nipônico, a central tem botões físicos para volume e atalhos configuráveis, além de exibir informações do fluxo de energia do sistema híbrido. Todavia, a câmera de ré segue com resolução reduzida e o modelo não oferece visão 360°, o que o chinês King oferece uma tecnologia melhor.
Equipamentos
O Civic Híbrido 2026 mantém o pacote Honda Sensing, que inclui: piloto automático adaptativo, frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa e farol alto automático.
Entre os itens de conforto, há ar-condicionado digital com comandos físicos, bancos dianteiros com ajuste elétrico, carregador de celular por indução (sem refrigeração), chave presencial e freio de estacionamento eletrônico.

O sedã segue sem alerta de ponto cego tradicional, substituído por câmera lateral que exibe a imagem na multimídia ao acionar a seta.

Se fosse mais barato…
O Honda Civic Híbrido 2026 mantém o conjunto e:HEV, adiciona conectividade mais ampla e passa por pequenas alterações externas. O modelo continua posicionado como sedã híbrido de operação elétrica predominante no mercado nacional, agora com preço reajustado, que segue alto em comparação aos principais rivais.
Por exemplo, o BYD King, que tem tecnologia híbrida plug-in e pode rodar até 1.200 km com um tanque, custa R$ 165.990, custando R$ 99.910 mais barato. Já o Toyota Corolla Altis Premium, a opção híbrida mais cara do sedã mais vendido do país, sai por R$ 199.990, que é R$ 65.910 mais barato.

Com esses preços, o Corolla é o sedã médio mais procurado pelo brasileiro, com 2.287 unidades vendidas em outubro. Por sua vez, o King teve 1.291 unidades emplacadas.
Já o Civic, que tem um bom conjunto híbrido, espaço interno avantajado, acabamento refinado e sistema ADAS completo, registrou apenas 28 unidades emplacadas, o que é muito pouco para um carro com visual moderno, suspensão ajustada ao gosto do brasileiro e tecnologia que permite alcançar até 736 km de autonomia sem depender de uma tomada.
Vale informar que o preço elevado da Honda é por causa da importação via Tailândia, país que não tem acordo de importação com o Brasil.
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