Fiat fala em limitar velocidade dos seus carros a 118km/h; entenda o motivo
Marca tem histórico de desenvolvimento de veículos urbanos e quer regras de segurança flexível em troca de limitar velocidade

O principal executivo da Fiat, Olivier François, levantou uma proposta pouco convencional para os carros urbanos da marca: limitar a velocidade máxima dos modelos mais compactos a 118 km/h. A ideia, segundo ele, não é impulsionar desempenho, mas sim simplificar os carros e reduzir custos diante das novas exigências regulatórias. Com carros de velocidade limitada não seriam exigidos tantos itens de segurança, defende a marca do grupo Stellantis.

Historicamente a Fiat sempre desenvolveu veículos urbanos com bom desempenho nas vendas. É o caso do Fiat Barila, 500, 600, 127, Panda, Uno, entre outros.

Para François, muitos dos sistemas avançados de assistência ao motorista que se tornam obrigatórios na União Europeia — como sensores, câmeras e reconhecimento de placas — são projetados para veículos que trafegam em velocidades mais altas. Nos limites urbanos, diz ele, esses equipamentos raramente são utilizados de forma relevante, e acabam elevando o preço final dos carros.

Fiat Panda é um exemplo
Atualmente, versões elétricas de modelos como o 500e e o Grande Panda elétrico alcançam entre 132 km/h e 150 km/h, enquanto as variantes com motores tradicionais podem passar de 160 km/h. A proposta de François seria reduzir isso para algo condizente com os limites legais médios das rodovias europeias, cerca de 118 km/h.

Vale lembrar que o Fiat Grande Panda será vendido e produzido no Brasil. Porém, no nosso mercado, a velocidade máxima dos veículos compactos geralmente fica em torno dos 160km/h.

O argumento central do executivo é que carros urbanos raramente circulam em alta velocidade, e que limitar performance permitiria contornar parte dos custos relacionados à tecnologia de segurança hoje exigida por lei. Segundo ele, a eletrônica embarcada elevou o preço médio dos carros populares em até 60% desde 2018.

Além disso, François apoia uma proposta em discussão na Europa para criar uma nova categoria de veículos urbanos com regras de segurança menos rígidas, o que, na visão dele, poderia tornar esse tipo de carro mais acessível — especialmente elétricos com margens de lucro apertadas.
O posicionamento da Fiat contrasta com a lógica tradicional do setor, que costuma enfatizar mais tecnologia e desempenho a cada nova geração de modelos. Se implementada, essa abordagem pode redefinir o conceito de veículos compactos orientados ao uso urbano no mercado europeu.
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