Novo Tiggo 7 cresce na China e aponta o próximo passo do SUV
Modelo revelado em Wuhu tem 4,60 metros e entre-eixos maior

A Caoa Chery acaba de renovar o Tiggo 7 no Brasil, mas a matriz chinesa já apresentou o próximo capítulo do SUV. Revelado em 21 de outubro, durante um evento da marca em Wuhu, o chamado All-New Tiggo 7 cresceu e ficou mais equipado.

O primeiro avanço aparece na distância entre os eixos que aumentou bem como o espaço interno. A Chery informa 2,70m para o novo modelo, diante dos 2,67 metros do Tiggo 7 brasileiro. O comprimento passa de 4,553 para 4,60 metros. São 4,7 centímetros adicionais de ponta a ponta e três centímetros entre os eixos, uma mudança que abre espaço para melhorar a acomodação dos passageiros.

Visualmente, o projeto preserva a identidade conhecida do Tiggo 7, com grade frontal ampla e iluminação afilada mas um perfil mais quadrado. As mudanças aparecem nas proporções, nos retrovisores fixados às portas e no desenho das lanternas traseiras. A evolução evita uma ruptura completa com o modelo anterior, estratégia coerente com um produto vendido em diferentes mercados.

Por dentro, a fabricante descreve uma cabine envolvente inspirada em “iates”. Entre os equipamentos confirmados estão bancos dianteiros com regulagem de altura e encostos traseiros ajustáveis.

A Chery também anuncia uma estrutura com mais de 80% de aços de alta resistência e mais de 20 funções de segurança ativa e assistência ao motorista, embora ainda não detalhe a composição de cada versão.
A parte mecânica não foi confirmada. No Brasil, o caminho seguido pela Caoa Chery foi atualizar o produto existente. Apresentada em agosto, a linha 2027 levou às versões Sport e Pro o desenho já adotado pelo híbrido plug-in, com alterações de dianteira, traseira e cabine. O entre-eixos de 2,67 metros foi preservado.
Omoda 4, 5 e 7 apresentados no Salão de Paris
A gama nacional começa pelo Sport, equipado com motor 1.5 turbo flex de quatro cilindros e 16 válvulas, injeção multiponto, 143 cv com etanol ou gasolina e aproximadamente 22,8 kgfm de torque. A transmissão é automática CVT com nove marchas simuladas. O SUV médio tem 4,553 metros de comprimento, 1,862 metro de largura, 1,696 metro de altura, tanque de 51 litros e porta-malas de 565 litros, chegando a 1.396 litros com os bancos rebatidos. 
O Pro utiliza motor 1.6 turbo a gasolina com injeção direta, 180 cv e 28 kgfm, associado ao câmbio de dupla embreagem com sete marchas. Acrescenta equipamentos como teto solar panorâmico, som Sony, ar-condicionado de duas zonas, câmeras com visão de 540 graus e pacote de assistência com controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência e monitoramento de ponto cego.
No topo está o Tiggo 7 Pro PHEV. Seu conjunto reúne motor 1.5 turbo de injeção direta a gasolina, de 135 cv e 20,4 kgfm, dois motores elétricos e transmissão híbrida dedicada DHT. A potência combinada é de 279 cv, com torque de 37,2 kgfm e tração dianteira. A bateria tem 18,4 kWh, e o modelo oferece função V2L para alimentar equipamentos externos em 220 volts.
O híbrido brasileiro aceita recarga rápida em corrente contínua, com tempo anunciado de aproximadamente 20 minutos para elevar a carga de 30% a 80%. A autonomia elétrica divulgada para a linha 2027 é de 70 quilômetros pelo padrão brasileiro. Esses dados pertencem ao PHEV já comercializado no país e não devem ser transferidos para o novo carro revelado na China.
Na estreia das versões renovadas a combustão, os preços promocionais eram de R$ 139.990 para o Sport e R$ 169.990 para o Pro, enquanto o PHEV aparecia por R$ 209.990.
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