Teste com BYD Song Pro 2026: na cidade consumo pode chegar a 40 km/l
SUV híbrido plug-in da BYD combina eficiência, chegando aos 1.100 km de autonomia mas mantém velhos vícios

O BYD Song Pro vem ocupando espaço estratégico na marca. Prestes a se tornar flexível o SUV híbrido plug-in com autonomia combinada de até 1.100 km, motorização de até 235 cv e preços a partir de R$ 189.990. O modelo, que disputa espaço no segmento de SUVs médios eletrificados, em uso cotidiano chegou a fazer até 40 km/l, mas tem que saber utilizar o sistema eletrificado. O R7-Autos Carros fez um novo teste urbano com o Song Pro por uma semana.

E vale dizer que o Song Pro está mesmo “tirando o sono” de marcas tradicionais com modelos a combustão.

Com a chegada da linha 2026 o utilitário esportivo é oferecido com sistema ADAS, motorização híbrida de até 235 cv e preços de R$ 189.990 na versão DM-i e R$ 199.990 na configuração GS, versão avaliada pelo R7 Autos-Carros.
Consumo é ponto alto
Em comparação com SUVs médios tradicionais, como Jeep Compass, Volkswagen Taos, Toyota Corolla Cross e Chevrolet Equinox, o Song Pro apresenta números de consumo acima da média, incluindo versões híbridas desses modelos, que não conseguem fazer 40 km/l no uso misto, considerando estrada e cidade. Já, quando a briga é com SUVs chineses, disputa com GWM Haval H6 e Jaecoo 7 fica mais igual, mostrando a força dos carros vindo da China.

Com isso, o conjunto de preço e eficiência tem impulsionado as marcas chinesas no Brasil, pressionando fabricantes já estabelecidos. O Song, por exemplo, teve mais de 42 mil unidades vendidas em 2025, somando as vendas do Song Plus.

Claro, ainda falta uma etapa para a consolidação das marcas orientais, que ainda dependem da estrutura de pós-venda em um segmento com alta rotatividade de lançamentos.
Entenda como o chegar aos 40 km/l
O valor de até 40 km/l divulgado para o Song Pro não se refere ao consumo do motor a gasolina sozinho. Ele representa a eficiência do sistema híbrido quando o carro opera principalmente no modo elétrico.

No uso apenas com o motor a combustão, o consumo é menor: de acordo com o Inmetro, o SUV faz 14,8 km/l na cidade e 15 km/l em rodovias. A BYD já iniciou a produção da versão Flex, que deve ser lançada ainda este ano.

Quando o veículo utiliza prioritariamente a energia elétrica, a relação entre o custo da eletricidade e o combustível faz com que a eficiência equivalente por quilômetro atinja os 40 km/l.
Diferenças com o Song Plus
Apesar da semelhança visual com o Song Plus, o Song Pro tem diferenças de dimensões. O modelo mede 4,74 m de comprimento, 1,86 m de largura, 1,71 m de altura e tem entre-eixos de 2,71 m. O porta-malas tem 520 litros, com menor capacidade em relação ao Plus.

No design externo, a grade segue a identidade da BYD, com elementos horizontais e moldura em preto brilhante. Os faróis em LED combinam elementos verticais e horizontais, formando três “L”. A traseira traz lanterna com nova identidade visual, emblema atualizado e para-choque com maior uso de plástico.

No interior, o modelo mantém a identidade do Song Plus. O painel tem cluster digital de 8,8 polegadas e central multimídia giratória de 12,8 polegadas, com espelhamento sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, câmeras 360 e pacote ADAS completo.
Sistema híbrido
O conjunto híbrido DM-i combina motor 1.5 aspirado de 98 cv e 12,4 kgfm de torque com motor elétrico de 197 cv e 30,6 kgfm de torque. A potência combinada é de 223 cv na versão GL e 235 cv na GS. A bateria é de 12,9 kWh na versão de entrada, com autonomia elétrica de 71 km, e de 18,3 kWh na versão superior, com até 110 km no modo elétrico.

Em uso, o motor elétrico assume a maior parte da condução em tráfego urbano, enquanto o motor a combustão atua em acelerações mais fortes e em alta demanda de potência.

Suspensão ainda é porém
A suspensão foi recalibrada para o mercado brasileiro, com ajuste mais firme. E desde a introdução dos carros da marca BYD no Brasil, vários ajustes foram feitos tanto nos modelos elétricos quanto em modelos a combustão. A marca não confirma mas o Song Pro também ficou um pouco mais firme. No entanto, ainda sofre de excessivo curso de amortecedores e freio um pouco alto demais. Com o tempo, o motorista se acostuma a essa reação mas ela poderia ser melhor e mais precisa para o uso diário.
Vale a pena?
A decisão de compra depende do pacote de equipamentos. Se o comprador exigir itens como teto solar panorâmico e maior espaço, a alternativa é o Song Plus, com preços na faixa de R$ 240 mil. Assim mesmo, o Song Pro sem os mesmos equipamentos e visual concorre com muitos produtos de marcas como Jeep, Toyota, Volkswagen e Chevrolet como uma boa porta para entrada da eletrificação de fato, com um veículo híbrido plugin.
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