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Teste: Honda WR-V substitui o Fit com louvor? Pontos positivos e negativos

SUV compacto tenta assumir o lugar do Fit, apostando no tradicional motor 1.5 aspirado com custo benefício

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Honda WR-V Marcos Camargo Jr 07.01.2026

O Honda WR-V chega ao mercado brasileiro como sucessor indireto do Fit e passa a disputar espaço em um dos segmentos mais concorridos do país, o de SUVs compactos. Posicionado acima de R$ 150 mil na versão EXL (já que sofreu a primeira onda de aumentos nessa semana), o SUV compacto entra em confronto direto com Volkswagen Tera, Renault Kardian, Fiat Pulse e Nissan Kait, todos com propostas distintas em motorização, equipamentos e custo-benefício. A pergunta central é se o WR-V entrega um conjunto coerente frente ao valor cobrado e se terá o mesmo fôlego do que o clássico Fit.

Honda WR-V Marcos Camargo Jr 07.01.2026

O R7-Autos Carros realizou um teste de longa duração com o Honda WR-V EXL, percorrendo 970 km, após o modelo sofrer reajuste de preço e passar de R$ 149.990 para R$ 152.100.


Honda WR-V Marcos Camargo Jr 07.01.2026

Produzido em Itirapina, no interior de São Paulo, o SUV compacto utiliza plataforma compartilhada com o Honda City e adota motor 1.5 aspirado associado ao câmbio CVT, combinação já conhecida na linha da marca.

Projeto WR-V


O projeto do WR-V tem origem na Índia, onde o SUV é vendido como Honda Elevate, e também está presente em mercados da Ásia e Oceania. No Brasil, o utilitário mede 4,32 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,65 m de altura e conta com entre-eixos de 2,65 m, além de porta-malas com 458 litros. Em relação ao HR-V, o WR-V apresenta maior altura e maior comprimento, o que resulta em compartimento de bagagens mais amplo, embora com proposta de acabamento e conteúdo simplificados.

Honda WR-V Marcos Camargo Jr 07.01.2026

A carroceria segue linhas retas, especialmente na traseira, solução que favorece o volume interno do porta-malas. A versão EXL inclui rack de teto, faróis em LED de série e grade frontal com acabamento em plástico preto sem pintura.


Honda WR-V Marcos Camargo Jr 07.01.2026

O acesso ao banco traseiro é facilitado pelo tamanho das portas, enquanto o espaço interno mantém o padrão já visto no City.

Honda WR-V Marcos Camargo Jr 07.01.2026

O modelo não conta com o sistema Magic Seat do HR-V, o que reduz a flexibilidade do banco traseiro, mas o porta-malas maior compensa parte dessa limitação e traz compartimentos adicionais para objetos, além do estepe sob o assoalho.


Motorização

No conjunto mecânico, o Honda WR-V utiliza exclusivamente o motor 1.5 aspirado de quatro cilindros, que entrega 126 cv de potência e 15,8 kgfm de torque, sempre combinado ao câmbio CVT. Não há opção de motor turbo, solução adotada por rivais diretos como Tera, Kardian e Pulse. A mecânica é a mesma do Honda City, o que reforça a padronização da linha e facilita o acesso a informações técnicas e manutenção já conhecidas no mercado.

Honda WR-V Marcos Camargo Jr 07.01.2026

A estratégia da Honda prioriza durabilidade, simplicidade mecânica e padronização de componentes. O modelo evita motores de três cilindros e não adota eletrificação, apostando em um conjunto tradicional. O WR-V oferece seis anos de garantia e revisões com valores fixos, fatores que influenciam diretamente o custo de propriedade ao longo do uso.

Honda WR-V Marcos Camargo Jr 07.01.2026

Em segurança, o WR-V se diferencia ao oferecer o pacote Honda Sensing de série em todas as versões. O conjunto inclui controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, alerta de permanência em faixa e assistente de centralização. Todavia, a ausência de freio de estacionamento eletrônico faz com que o controle de cruzeiro adaptativo seja desativado abaixo de 30 km/h, funcionando apenas acima dessa velocidade.

Honda WR-V Marcos Camargo Jr 07.01.2026

O interior traz painel com combinação de mostrador digital e analógico, volante multifuncional com aletas para trocas simuladas e central multimídia com espelhamento com e sem fio para smartphones. O sistema conta com comandos físicos, câmera de ré e ar-condicionado digital com botões dedicados, solução que facilita o uso durante a condução. A tela apresenta boa resposta ao toque e conexão estável, embora o brilho e o reflexo possam limitar a visualização em determinadas condições.

Honda WR-V Marcos Camargo Jr 07.01.2026

Em consumo, o Honda WR-V registra números alinhados ao conjunto mecânico. Com gasolina, os dados oficiais indicam 12 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada. No teste, a média registrada foi de 12,5 km/l. Com etanol, o modelo faz 8,2 km/l no uso urbano e 8,9 km/l no rodoviário.

Pontos Positivos e Negativos

Entre os pontos positivos do Honda WR-V estão o motor 1.5 de quatro cilindros com câmbio CVT, a oferta de seis anos de garantia, as revisões com preço fixo e o pacote Honda Sensing presente desde a versão de entrada. O porta-malas maior que o do HR-V, a maior altura em relação ao solo e a posição de dirigir elevada contribuem para a proposta de uso urbano e rodoviário.

Honda WR-V Marcos Camargo Jr 07.01.2026

Por outro lado, o modelo mantém freios a tambor no eixo traseiro e freio de estacionamento por alavanca. Não há portas USB-C, mesmo sendo um lançamento recente, e a central multimídia apresenta limitação de brilho e reflexo. A câmera de ré entrega resolução inferior à média do segmento, não há câmera 360° nem na versão topo de linha e o retrovisor interno não possui função eletrocrômica. A iluminação interna utiliza lâmpadas halógenas, e o nível de equipamentos fica abaixo do oferecido pelo HR-V.

Pode ser o novo Fit?

O Honda WR-V parte de cerca de R$ 147 mil na versão de entrada e alcança R$ 152,1 mil na configuração EXL. Entre os concorrentes diretos estão Volkswagen Tera, Renault Kardian, Fiat Pulse e Nissan Kait, alguns deles com opções de motorização turbo ou sistema híbrido leve.

Honda WR-V Marcos Camargo Jr 07.01.2026

Na comparação direta, o WR-V se destaca pela garantia estendida, previsibilidade de manutenção e oferta de sistemas de assistência à condução como item de série, enquanto o preço aproxima o modelo de rivais com maior conteúdo tecnológico.

Na avaliação final, o Honda WR-V apresenta um conjunto baseado em mecânica conhecida, foco em segurança ativa e controle de custos ao longo do uso. Em contrapartida, abre mão de recursos de conveniência e tecnologia já presentes em concorrentes diretos. Trata-se de uma escolha voltada à padronização e à confiabilidade, ainda que isso represente limitações frente ao valor cobrado no segmento. Com todo esse contexto, para o SUV compacto ter o sucesso do saudoso monovolume levará tempo, embora já tenha bons atributos, inclusive, melhor do que os rivais mais baratos. Agora, vale lembrar que, quando o antigo WR-V derivado do Fit no passado, não fez sucesso. Portanto, a ver se o novo utilitário conseguirá conquistar os clientes como a minivan foi no passado.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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