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Toyota retoma produção em Porto Feliz enquanto reconstrói fábrica após vendaval

373 pessoas atuam na unidade de motores em estratégia de “Guerra” após destruição por vendaval em 22 de setembro de 2025

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Toyota enfrentou um vendaval em 22 de setembro de 2025, que destruiu sua fábrica de motores em Porto Feliz, SP, mas retomou a produção um ano depois em um novo local a 11 km de distância.
  • Após o desastre, a empresa criou um comitê de crise e desenvolveu um plano para garantir a continuidade do fornecimento de motores, comunicando-se diretamente com funcionários e parceiros.
  • A nova operação foi estabelecida em um condomínio logístico, com a fundição dos motores ainda ocorrendo no Japão e na Indonésia, e a produção local retomada em quatro meses.
  • A recuperação da planta inclui uma estrutura reforçada, com a Toyota investindo em um ciclo de R$ 11,5 bilhões no Brasil até 2030, visando aumentar a produção de motores híbridos flex e fortalecer a cadeia local de valor.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fábrica da Toyota em Porto Feliz Toyota/Divulgação

A chuva forte começou às 13h28, quando a energia caiu na fábrica de motores em Porto Feliz/SP. Minutos depois, o teto veio abaixo e água invadiu o maquinário de produção dos motores. A Toyota concentrou os funcionários em uma sala segura. Esse protocolo é adotado em caso de possibilidade de evacuação. Foram só três minutos entre a concentração dos funcionários e o desabamento da estrutura. Um ano depois, a Toyota retoma a produção em um grande galpão que fica a 11 km do endereço original, o que exigiu uma estratégia de guerra da direção da marca no Brasil. Foi um dos dias mais difíceis para a história da Toyota.

Às 18h, no mesmo dia do desastre, houve uma reunião de avaliação e, às 20h, ocorreu a primeira reunião com a matriz no Japão. No dia seguinte, às 6h, foi criado um comitê de crise. “A primeira conclusão é que precisávamos remover quase 800 equipamentos do local. E nós teríamos o lançamento do Yaris Cross com motor flex, com injeção direta e híbrido, um motor exclusivo para o Brasil. Então nos comunicamos com a matriz e negociamos uma forma de manter o fornecimento de motores com outras empresas do grupo”, disse Gilberto Paulino Júnior, diretor da planta.

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Fábrica da Toyota em Porto Feliz Toyota/Divulgação

Outra decisão foi a comunicação direta com funcionários via sindicato, negociação para férias e layoff, suporte psicológico e também comunicação direta. Dois dias após o incidente, a Toyota já tinha uma decisão e um plano para comunicar-se com as lideranças, funcionários, fornecedores e até com a rede de concessionários.

Fábrica da Toyota em Porto Feliz Toyota/Divulgação

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Após analisar diversas oportunidades, a Toyota optou por alocar a produção de motores em um condomínio logístico a 11 km da fábrica de Sorocaba até 2028. A fundição dos motores ainda é feita no Japão, tanto do 1.5 (Yaris Cross) quanto do 2.0 (linha Corolla). Alguns motores destinados à exportação (a gasolina com injeção indireta) vêm da Indonésia para montagem local. Outra dificuldade era o fornecimento de energia para alimentar a planta. A previsão de construção de uma subestação em 10 meses levou apenas 3 meses. Em quatro meses após o incidente, a operação começou a ser retomada. Ao todo, 622 equipamentos foram reposicionados para a nova operação. O primeiro motor montado na nova fábrica, destinado ao Yaris Cross 1.5, saiu da linha de montagem dia 26 de janeiro. Até agora, 42.000 motores foram produzidos em Porto Feliz, alcançando a mesma produtividade do local anterior. Cerca de 400 motores por dia.

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Retomada com a linha 1.5 do Yaris Cross. Hoje o prédio da fundição será inaugurado oficialmente para produzir o motor 1.5 do Yaris Cross. O motor 2.0 seguirá sendo fundido no Japão até 2028.

Fábrica da Toyota em Porto Feliz Toyota/Divulgação

O investimento na recuperação não foi revelado, porém todo o financiamento foi coberto pela própria Toyota do Brasil. A Toyota informou que a apólice de seguro cobriu os danos ocorridos na tempestade, porém não incluiu os lucros cessantes.

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Nova fábrica com estrutura reforçada. A nova fábrica terá uma estrutura reforçada e segundo a Toyota, quando “100% reconstruída, Porto Feliz estará entre os mais elevados padrões globais em processos e eficiência dentro da Toyota, ampliando a produção de motores híbridos flex e fortalecendo a cadeia local de valor e fornecedores.” Ao final da reconstrução, a fábrica terá papel ainda mais relevante na estratégia da Toyota, para atender o Brasil e outras regiões. No total, a Toyota está em um ciclo de investimentos de R$ 11,5 bilhões, anunciado para o Brasil até 2030.

“A reconstrução de Porto Feliz é também um projeto de competitividade industrial. Cada etapa foi planejada para garantir a continuidade da produção local, incorporar ganhos de produtividade e preparar a fábrica para apoiar a estratégia da Toyota no Brasil e na região. Ver a produção retornar gradualmente é resultado de um esforço coletivo, mas, sobretudo, confirma a relevância desta unidade”, completa Paulino.

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