Campanha de Lula avalia adiar votação da PEC da Segurança para depois do 2º turno
Presidente voltou a se reunir com aliados de campanha neste domingo (18) para definir estratégias
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O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a se reunir com estrategistas e integrantes da campanha para definir os próximos passos da reta final do segundo turno, neste domingo (18).
A equipe discutiu, sobretudo, três tópicos: a repercussão da entrevista da lobista Roberta Luchsinger neste sábado (17), a votação da PEC da Segurança e a preparação para o primeiro debate televisivo dessas eleições neste domingo (18).
Segundo apuração do blog, às 17h, Lula viaja para São Paulo e ainda participará de uma entrevista antes do debate.
PEC da Segurança
A tendência é de que a PEC da Segurança não seja votada nesta semana, às vésperas do segundo turno. Entretanto, existe uma ala da campanha, como o senador eleito pelo Ceará e porta-voz Camilo Santana, que está se esforçando para adiantar a votação.
O governo de Lula avalia que seria melhor adiar a decisão sobre a PEC de Segurança para depois do 2º turno. A percepção interna é de que o tema da redução da maioridade penal para 16 anos em caso de crimes hediondos tem gerado um debate sensível e que o governo já aprovou no Congresso tudo de mais importante que era possível até então, como o fim da escala 6x1.
O presidente continuará enfatizando em discursos que foi ele quem mandou a PEC à votação e fez esforço para que ela fosse aprovada.
Entrevista
A avaliação sobre a entrevista da lobista Roberta Luchsinger, concedida à CNN Brasil, é que foi em um momento ruim, mas que, de acordo com os levantamentos realizados pela equipe na manhã deste domingo (18), não teve uma repercussão a ponto de impactar fortemente a campanha.
Luchsinger, investigada por sua relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e por suspeitas de irregularidades em negócios com órgãos federais, chamou Lula de “covarde” e “mau-caráter”. Ela afirmou que se sente injustiçada e acusou o presidente de usar a estrutura do governo para atacá-la antes da conclusão das investigações. Também afirmou que teve bens bloqueados e que sofre tentativas de silenciamento.
A campanha do presidente imagina que o assunto deve ser explorado pelo Flávio no debate, e Lula já se prepara para isso.
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