Logo R7.com
RecordPlus
Blog da Farfan

Lula deve anunciar Desenrola 2.0 em cadeia de rádio e TV no Dia do Trabalhador

Novo pacote contra endividamento e ofensiva sobre escala 6x1 são estratégias do Planalto para impulsionar a popularidade do presidente

Blog da Farfan|Tainá FarfanOpens in new window

  • Google News
O presidente Lula deverá anunciar novo programa de renegociação de dívidas Ricardo Stuckert / PR - 23.04.2026

O presidente Lula deve anunciar o Desenrola 2.0 em cadeia de rádio e TV no Dia do Trabalhador, provavelmente em transmissão na noite de quinta-feira (30). O movimento do Palácio do Planalto é uma das principais apostas do governo para enfrentar o endividamento das famílias e, ao mesmo tempo, reforçar a popularidade.

Segundo apurou o blog, o pacote está em fase final de desenho na equipe econômica e deve combinar renegociação de dívidas, redução de juros para crédito caro e uso limitado do FGTS para abatimento de débitos.


A iniciativa é tratada dentro do governo como uma nova rodada do programa lançado em 2023, agora voltada para famílias sufocadas por cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Estratégia política

A medida chega em meio a uma estratégia política mais ampla do presidente para tentar associar a marca do governo a ações de impacto direto na vida do trabalhador.


Nos bastidores, interlocutores do Planalto admitem que o pacote também dialoga com a necessidade de melhorar indicadores de popularidade. A avaliação é que medidas com efeito concreto sobre renda, emprego e dívida podem ter mais capilaridade junto à população.

A aposta se soma a outra frente considerada prioritária pelo Planalto: o avanço da proposta que altera a escala 6 por 1, que ganha força esta semana na Câmara dos Deputados, com a criação da Comissão Especial para análise da PEC.

Como mostrou o blog, há articulação para a proposta ir ao plenário ainda em maio, em uma agenda que o governo avalia como simbólica para o Dia do Trabalhador.


No caso do novo Desenrola, o desenho em discussão prevê descontos robustos para renegociação — que, segundo integrantes da Fazenda, podem chegar a até 90% em alguns casos —, além de novo financiamento com juros menores para famílias hoje presas ao ciclo de crédito caro.

Consenso com os bancos

Em coletiva, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ter fechado consenso com os principais bancos para levar a proposta ao presidente. Segundo ele, a ideia é atacar justamente as dívidas que mais pesam no orçamento das famílias.


Pelo modelo em negociação, o governo quer combinar abatimento do estoque devedor com troca por linhas mais baratas, além de medidas estruturais de educação financeira e revisão de práticas de crédito.

Um dos pontos mais sensíveis — e politicamente relevantes — é a possibilidade de uso do FGTS para ajudar na quitação de dívidas. Integrantes do governo afirmam que a proposta não seria de saque amplo, mas de uso limitado de parte dos recursos para reduzir passivos dentro do programa.

A avaliação da equipe econômica é que o mecanismo pode acelerar adesões e dar fôlego para milhões de famílias hoje comprometidas com juros elevados.

O programa também deve contar com aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO), nos moldes do primeiro Desenrola, para viabilizar uma renegociação em larga escala.

A avaliação de ministros é que as duas iniciativas são parte de uma mesma narrativa: melhorar a vida do trabalhador reduzindo a pressão das dívidas e reabrindo o debate sobre jornada de trabalho.

Se confirmado o pronunciamento em cadeia nacional, Lula deve usar a ação para transformar o Dia do Trabalhador em vitrine dessa nova ofensiva econômica e política.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.