Brasil aguarda comunicado oficial dos EUA e segura reação após expulsão de delegado da PF
Governo Lula ainda não recebeu aviso formal sobre a saída de Marcelo Ivo de Carvalho dos EUA; sem notificação diplomática, Itamaraty evita escalar a crise
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O governo brasileiro ainda não recebeu comunicação oficial dos Estados Unidos sobre a determinação para que o delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo deixe o país. O caso se tornou o novo foco de tensão entre Brasília e Washington.
Interlocutores da diplomacia brasileira relatam que, até agora, não houve notificação formal pelos canais diplomáticos, o que trava qualquer resposta institucional do governo brasileiro, apesar das declarações públicas do presidente Lula. A avaliação no Itamaraty é que a postagem em rede social não substitui comunicação formal.
Marcelo Ivo de Carvalho atuava como oficial da PF na Flórida e foi apontado como o delegado ligado à prisão de Alexandre Ramagem nos Estados Unidos.
A manifestação pública americana veio por meio de uma postagem do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, ligado ao Departamento de Estado.
O post afirma que nenhum estrangeiro pode “manipular” o sistema de imigração dos EUA para contornar pedidos formais de extradição e estender uma “caça às bruxas política” ao território americano.
O presidente Lula afirmou nesta terça-feira (21), na Alemanha, que, se houver abuso contra o policial brasileiro, o Brasil poderá agir com reciprocidade contra agentes americanos em atuação no país.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também disse, em conversa com jornalistas, que o delegado brasileiro em Miami “trabalha em conjunto com as autoridades americanas” com base em um memorando de entendimento entre a PF e os EUA, e por isso o Brasil está “aguardando esclarecimentos das autoridades americanas” sobre a medida.
O desgaste ocorre dias depois de Brasil e Estados Unidos anunciarem uma nova frente de cooperação contra o crime organizado, com troca de informações para combater tráfico de drogas e armas.
O acordo do dia 10 de abril envolve órgãos brasileiros e americanos no compartilhamento de dados e alertas sobre cargas ilícitas.
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