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Ministros veem ‘injustiça’ em derrota de Messias e expõem surpresa no governo

Planalto projetava até 46 votos favoráveis; nos bastidores, auxiliares apontam falha na articulação e criticam condução política

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Jorge Messias teve o nome rejeitado pelo Senado para assumir posto no STF. Geraldo Magela/Agência Senado - 29.04.2026

A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal provocou reação imediata dentro do governo do presidente Lula, com ministros classificando o resultado como “injusto”, admitindo surpresa com o placar no Senado e criticando o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

A avaliação no Executivo é de que houve um descolamento entre a previsão da articulação política e o comportamento dos senadores no momento da votação. Ministros relatam que o governo trabalhava com uma margem de segurança, estimando entre 45 e 46 votos favoráveis à indicação. O placar final foi de apenas 34 votos sim - sete a menos que o necessário.


“Grande maldade do Davi Alcolumbre”, afirmou um ministro em reservado.

Publicamente, integrantes do governo adotaram um tom de defesa do nome escolhido por Lula. Nos bastidores, porém, as críticas foram mais duras. Outro ministro ouvido sob reserva classificou o episódio como “surpresa”.


O ex-ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho sugeriu que Lula reavalie a possibilidade de reapresentar o nome de Messias para o STF. Ele usou as redes sociais para criticar a decisão e saiu em defesa de Messias. Segundo ele, a rejeição representa uma perda para o país e não reflete a qualificação do indicado.

“É injusta a posição de parte do Senado na rejeição ao nome de Jorge Messias. Respeito as divergências, mas trata-se de um quadro preparado, equilibrado e com grande capacidade de diálogo, que poderia contribuir muito com o fortalecimento do Supremo Tribunal Federal. Perde o Brasil”, afirmou Costa Filho.


Responsável pela articulação política, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, divulgou nota em tom institucional, ressaltando a prerrogativa do presidente na indicação e a competência do Senado para deliberar, mas cobrando explicações sobre a decisão.

“É prerrogativa do Presidente da República indicar ministros para o STF, assim como cabe ao Senado Federal analisar e deliberar sobre essas indicações. O Governo respeita a decisão soberana dos senadores. O ministro Jorge Messias é um dos grandes juristas do país, plenamente qualificado para integrar a Corte. Diante disso, cabe agora ao Senado Federal prestar esclarecimentos de sua decisão.”


A derrota de Messias acendeu um alerta no Planalto sobre o nível de imprevisibilidade na base e deve impactar os próximos movimentos do governo no Congresso.

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