Após depoimento, Maristela Temer deixa Congonhas pela pista
Presidente Temer entrou pessoalmente nas negociações para garantir que depoimento transcorresse de forma segura e longe do assédio da imprensa
Christina Lemos|Do R7 e Christina Lemos

O presidente Michel Temer pediu ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, atenção especial para a segurança da filha, que prestou depoimento nesta quinta-feira (3), no posto da Polícia Federal, no aeroporto de Congonhas.
O presidente Michel Temer entrou pessoalmente nas negociações para garantir que o depoimento de sua filha Maristela à Polícia Federal nesta quinta-feira transcorresse de forma segura e longe do assédio da imprensa ou de manifestantes. Temer solicitou ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que não houvesse a exposição da filha e cobrou garantias de preservação da integridade física de Maristela. O pedido foi atendido e a psicóloga foi retirada do aeroporto pela pista, passando pela área reservada às autoridades, de acesso restrito.
Temer também frisou a Jungmann, a quem a Polícia Federal é subordinada, que espera que não ocorra vazamento do conteúdo do depoimento. O ministro tranquilizou o presidente de que medidas para isso haviam sido tomadas. Mas o ceticismo sobre a questão toma conta dos assessores mais próximos ao presidente. “Se a polícia não vazar, quando chegar na mão do ministério público, ninguém segura!”, declara um auxiliar ouvido pelo blog, após encontro com Temer.
O presidente falou com a filha após o depoimento. A conversa foi por telefone e sem a participação do advogado Fernando Castelo Branco. Segundo relato de assessor do Planalto, Maristela estaria “calma e segura” e teria tranquilizado o pai. A expectativa no meio político é que os documentos entregues pela filha do presidente ao delegado Cleyber Malta — que incluem a declaração de renda e bens dela própria — afastem as suspeitas de lavagem de dinheiro que pairam sobre Temer.















