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Ascensão de Moro já causa "ciúmes" entre aliados de Bolsonaro

Parte acredita que ex-juiz mira 2026, e almeja suceder o presidente no Planalto. Outros acham que o paranaense ainda sonha com o STF

Christina Lemos|Do R7

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Sérgio Moro: pragmatismo.
Sérgio Moro: pragmatismo.

O ex-juiz Sérgio Moro, eleito senador pelo Paraná à bordo do União Brasil, transformou-se em principal estrela do time de Bolsonaro, após participação no debate presidencial do último domingo, no qual prestou ajuda direta ao candidato do PL. Está sendo creditada a Moro a “virada” de Bolsonaro sobre Lula, na abordagem do tema corrupção, com menções à não-transferência de líderes do PCC – situação em que o candidato teria retirado do adversário petista o “mando de campo”, no debate.

A nova fase de estrelato de Moro ocorre poucos dias após o senador eleito declarar apoio a Bolsonaro, depois de longo histórico de conflitos e trocas de acusações. Ao passar da condição de desafeto para a de principal conselheiro de campanha, o ex-juiz colheu entusiasmo, mas também desconfiança. Parte dos aliados no Centrão e até no próprio União Brasil, partido do futuro parlamentar, enxergam no engajamento de Moro mais do que interesse direto na derrota de Lula.


“Moro já mostrou que é ambicioso e capaz de gestos bruscos para escalar”, declara aliado de Bolsonaro que virá a conviver com o futuro senador. “Não é improvável que o projeto dele seja uma vaga no STF ou mesmo a sucessão de Bolsonaro no Planalto”, calcula. O ex-juiz declara publicamente que não deseja cargos num eventual novo governo do aliado e que pretende cumprir a tarefa para a qual foi eleito: representar no senado povo do estado do Paraná.

Por enquanto, as reações de desconfiança são minimizadas por integrantes da campanha do presidente e tidas como mero “ciúmes” da ascensão repentina do ex-ministro da Justiça. Moro chegou a 10% das intenções de voto na pré-campanha, mas desistiu da candidatura a presidência da República pelo Podemos e trocou de partido no último dia do prazo legal.

Em tom cético, alguns comentam que o ex-juiz enfrentará desafetos e interesses contrariados ao ingressar no parlamento. Moro foi o responsável pela abertura de inquérito e até a prisão de dezenas de parlamentares no correr das investigações da operação Lava Jato, da qual foi o titular. "Ele tem um encontro marcado com as mágoas", declara a fonte, em tom sarcástico. 

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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