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Cármen Lúcia recebe romaria de juristas e pedido de verbas

Ao todo, a presidente, interina no lugar de Temer, recebeu 27 pessoas na tarde desta terça. Deputado de Minas pediu a liberação de mais de R$ 130 milhões em verbas para o estado

Christina Lemos|Do R7

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A presidente da República interina, Cármen Lúcia
A presidente da República interina, Cármen Lúcia

A presidente da República interina, Cármen Lúcia, ministra presidente o Supremo Tribunal Federal, teve um dia digno de Michel Temer, em seus primeiros meses no Planalto. Apenas na tarde desta terça-feira, a ministra recebeu uma romaria de juristas e representantes da cúpula do Judiciário, ministros de Estado e um parlamentar de seu estado natal, Minas Gerais, que não perdeu a oportunidade de pedir a liberação de verbas, bloqueadas por Temer. Até o final da tarde, foram 27 pessoas.

“Cobrei a liberação de emendas impositivas, que já deveriam ter saído, além de promessas de verbas feitas pelo próprio presidente Temer”, explica o deputado Fábio Ramalho, do MDB de Minas. O parlamentar pediu R$ 57 milhões para a segurança pública do estado, R$29 milhões para as universidades federais mineiras - ambas emendas impositivas aprovadas, além de R$ 50 milhões para o aparelhamento e integração das polícias de Minas, que teriam sido prometidos por Temer. “Não é só o Rio de Janeiro que precisa de verba para a segurança”, reforçou Ramalho.


Presente à conversa, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, registrou as demandas. E a presidente interina ficou de “encaminhá-las à área competente”. A própria Cármen Lúcia teria lembrado a necessidade de liberação de R$ 6 milhões para o Hospital João XXIII, de Belo Horizonte. O recurso sairia da verba de custeio do Ministério da Saúde, segundo o deputado.

Além de representantes do STJ, do TJDF, e do CNJ, também entraram na fila para o “beija-mão” a Cármen Lúcia o presidente e diretores da Petrobrás, que vieram do Rio de Janeiro para a audiência. Já o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, contou com o socorro diplomático da colega de ministério, Grace Mendonça, ministra da AGU, amiga pessoal de Cármen Lúcia, para uma aproximação com a substituta de Temer. 

A presidente do STF assumirá no Planalto mais 5 vezes até o final do processo eleitoral, e “governará” por cerca de doze dias, somados os períodos de ausência de Temer durante viagens internacionais, até o final de outubro. Os presidentes da Câmara e do Senado, que são candidatos, terão de deixar o país nestas ocasiões, para evitar a inelegibilidade, imposta pela lei eleitoral.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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