Em crise, PSDB se mantém competitivo em PE e RS, e aposta em renovação
Raquel Lyra tem dianteira de mais de 10 pontos percentuais sobre Marília Arraes, do Solidariedade, em Pernambuco. Leite segue empatado com Onyx, no RS
Christina Lemos|Do R7

Apesar do desempenho ruim nestas eleições, quando pela primeira vez em décadas o PSDB não teve candidato à presidência e perdeu a disputa pelo governo de São Paulo após 28 anos no comando do estado, o partido ainda se mantém combativo em Pernambuco e no Rio Grande do Sul. Os tucanos depositam suas esperanças no desempenho de seus dois candidatos como primeiro degrau para sair da crise.
Em Pernambuco, Raquel Lyra tem vantagem folgada, que chega a 12 pontos percentuais, sobre a adversária do Solidariedade, Marília Arraes (44%). Já Eduardo Leite mantém o empate técnico, com pequena dianteira sobre Onyx Lorenzoni, do PL, na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul. O tucano teria hoje 51% das intenções de voto, contra 49% do ex-ministro de Bolsonaro, de acordo com pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Real Time Big Data.
“As eventuais vitórias de Eduardo Leite e de Raquel Lyra podem dar uma nova dinâmica ao PSDB, criando uma força social democrata com o Cidadania, parte do Podemos, e do MDB”, avalia Bruno Soller, analista do instituto.
A situação dos candidatos tucanos nos dois estados é oposta: Raquel Lyra tem os petistas como adversários, já que o partido agregou votos à neta de Miguel Arraes, neste segundo turno. A expectativa é de crescimento da candidata do Solidariedade até a reta final. “Precisamos ainda avaliar o efeito Lula na campanha da Marília”, pondera Soller.
Entre os gaúchos, a virada de Leite, que terminou o primeiro turno atrás de Lorenzoni e agora está na dianteira, é atribuída à migração de votos do candidato derrotado do PT, Edegar Preto, que por pouco não tira do tucano a possibilidade de disputar o segundo turno.















