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Jungmann: dispositivo de segurança está pronto para ato pró-Lula

Cinco mil sem-terra chegam amanhã a Brasília. Esquema especial pretende restringir o acesso dos manifestantes ao Tribunal Superior Eleitoral

Christina Lemos|Do R7

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Raul Jungmann, ministro da Segurança Pública
Raul Jungmann, ministro da Segurança Pública

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, declarou nesta segunda-feira que o esquema especial de forças policiais está pronto para a chegada de militantes petistas e para os protestos esperados para terça e quarta-feiras em defesa da candidatura e da libertação do ex-presidente Lula. “A manifestação é parte da democracia. Mas qualquer excesso que vier a acontecer, nós estaremos com dispositivo de segurança para proteger as pessoas, o funcionalismo e o patrimônio público”, declara.

O blog apurou que um esquema será montado para restringir o acesso dos manifestantes às imediações do Tribunal Superior Eleitoral. O ministro não informa o tamanho do contingente que será adotado, mas declara que estarão em ação homens da Força Nacional, em reforço à Polícia Militar do DF. 


Cerca de 5 mil integrantes dos MST e Via Campesina chegam amanhã a Brasília, após 5 dias de caminhada. Três colunas de trabalhadores rurais sem-terra percorreram 50 quilômetros no protesto batizado de Marcha Nacional Lula Livre, e devem se juntar a militantes petistas, sindicalistas, movimentos sociais e servidores públicos no ato político promovido para pressionar o TSE a admitir o registro da chapa Lula-Haddad à presidência da República. O prazo legal para isso termina na quarta-feira. 

Fernando Haddad divulgou vídeo em redes sociais nesta segunda-feria convocando a militância para concentração no Estádio Mané Garrincha, a partir das 14h de quarta. A cúpula petista deve comparecer em peso a Brasília. O temor das autoridades de segurança é que o TSE rejeite a chapa já no ato de registro, o que poderia levar a protestos violentos na noite do dia 15. A área de inteligência do governo, comandada pelo general Sérgio Etchegoyen, está atenta a esta possibilidade. Mas não há confirmação de que o assunto tenha sido tratado com a cúpula do TSE. Amanhã, assume a presidência da Corte a ministra do STF, Rosa Weber, que recebe o cargo das mãos do ministro Luiz Fux. 

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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