Ministros do STF reagem após ataque com fogos de artifício
Mello se compara a bombeiro, Moraes disse que Corte não se curvará e Barroso alega diferença entre "militância" e "bandidagem"
Christina Lemos|Christina Lemos

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) subiram o tom neste domingo (14) e criticaram manifestantes que lançaram fogos de artifícios contra o prédio da Corte na noite deste sábado (13) em Brasília.
Em entrevista ao blog, o ministro Marco Aurélio Mello se comparou com um bombeiro. “Considerada a dualidade (incendiário e bombeiro), sou um bombeiro, buscando a paz social que a todos, indistintamente, interessa. O magistrado conclama os “concidadãos à preservação de princípios: temperança, compreensão e fé nas instituições pátrias”.
Leia também

'Momento é de união', diz ministro da Justiça após ataque ao STF

Ação do ministro Weintraub foi gota d'água para Dias Toffoli

Após fogos no STF, governador do DF demite subcomandante da PM

MPF determina abertura de inquérito contra agressão ao STF

STF jamais se sujeitará a nenhum tipo de ameaça, diz Toffoli após atos
Antes de Mello se pronunciar, o presidente Dias Toffoli emitiu uma nota em que repudiou o ataque. “O Supremo jamais se sujeitará, como não se sujeitou em toda a sua história, a nenhum tipo de ameaça, seja velada, indireta ou direta e continuará cumprindo sua missão”, afirmou Toffoli.
“Guardião da Constituição, o Supremo Tribunal Federal repudia tais condutas e se socorrerá de todos os remédios, constitucional e legalmente postos, para sua defesa, de seus ministros e da democracia brasileira”, acrescentou.
O primeiro a endossar as palavras de Toffoli foi o ministro Alexandre de Moraes, que recentemente esteve envolvido em ações que provocaram queixas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), como o veto à nomeação do delegado Alexandre Ramagem para a Polícia Federal e as operações de busca e apreensão do inquérito das fake news.
MPF determina abertura de inquérito contra agressão ao STF
"O STF jamais se curvará ante agressões covardes de verdadeiras organizações criminosas financiadas por grupos antidemocraticos que desrespeitam a Constituição Federal, a Democracia e o Estado de Direito", afirmou Moraes no Twitter.
Em seguida, o ministro Luiz Roberto Barroso escreveu que há “guetos pré-iluministas". "Irrelevantes na quantidade de integrantes e na qualidade das manifestações, mas isso não torna menos grave a sua atuação. Instituições e pessoas de bem devem dar limites a esses grupos. Há diferença entre militância e bandidagem", disse.















